page view

Calçado português aposta forte em feiras italianas

Associação do setor aponta para abrandamento dos principais mercados este ano.

24 de fevereiro de 2025 às 01:30

Setenta e cinco empresas do setor do calçado participam esta semana em Milão, Itália, nas feiras internacionais Micam, Mipel e Lineapelle, num contexto internacional que a associação setorial reconhece ser “de grande exigência”.

“Depois de dois anos de forte contenção, é tempo de o setor de calçado estreitar novas oportunidades em 2025”, afirma o presidente da Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos, Luís Onofre, salientando que “o ‘cluster’ português de calçado e artigos de pele exporta mais de 90% da sua produção, pelo que a presença em eventos internacionais no exterior se afigura como particularmente relevante”.

O dirigente associativo alerta, contudo, que “o ano que se avizinha não será fácil, dado o abrandamento dos principais mercados” do setor e “a situação política de instabilidade com dois cenários de guerra”.

Os EUA são o país onde o calçado português apresentou melhores indicadores nos últimos anos, mais do que duplicando as exportações, e embora “apreensivo” com a potencial imposição de tarifas que tem marcado a Presidência de Donald Trump, o setor pretende manter a aposta neste mercado. De acordo com a associação do setor, as exportações para o mercado norte-americano registaram um crescimento de 109% na última década. Para além das 43 empresas de calçado e acessórios de pele que, até amanhã, expõem nas feiras Micam e Mipel, Portugal estará também representado, de terça a quinta-feira, na feira de componentes para calçado e curtumes Lineapelle, onde a comitiva nacional contará com 32 empresas.

Exportações faturam 1,7 mil milhões

Portugal exportou 68 milhões de pares de calçado para 170 países em todos os continentes no ano passado, o que representa um crescimento de 3,9% em volume face a 2023, mas uma quebra de 5,4% em valor, para 1724 milhões de euros, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística. Recuo que compara, segundo a associação do setor, com uma perda de 8,2% do maior concorrente da indústria portuguesa, a Itália, e uma quebra de 7% do maior produtor, a China.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8