Empresa não quis comentar as críticas que lhe foram dirigidas por António Costa.
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No dia em que foi oficializada a compra da Media Capital (dona da TVI) pela Altice, soube-se que mutlnacional também tem planos para se lançar no setor financeiro em breve e criar o Alticebank, um banco 'online' que funcionará nos mercados onde o grupo tem operações de telecomunicações, incluindo Portugal, segundo uma notícia que foi avançada esta quinta-feira pelo jornal francês Le Parisien.
Michel Combes, CEO da Altice não quei adiantar muitos pormenores, na conferência de imprensa que decorreu esta sexta-feira em Lisboa para explicar o negócio da compra da Media Capital aos espanhóis da Prisa: "É verdade que garantimos o nome Alticebank. E é verdade que pedimos uma licença para operar servicos financeiros. A banca é uma extensão do nosso projecto digital. Estamos a preparar as coisas para avançar nesse sentido, caso decidamos efectivamente avançar", confirmou Michel Combes Na conferência de imprens o tema dos despedimentos na PT foi referido Paulo Neves, responsável da multinacional em Portugal, reforçou que os despedimentos não estão planeados. "Mas temos de tornar a empresa mais ágil", ressalvou. Sobre os protestos, também foi lacónico: "É natural que as pessoas estejam insatisfeitas em processos deste tipo, a greve é um direito democrático", afirmou.Polémica com o Governo
Os novos negócios da Altice surgem numa altura em que o grupo enfrenta o descontentamento dos trabalhadores da PT/MEO e a apreensão do primeiro-ministro, António Costa, quanto ao futuro da PT.
Questionado sobre se espera oposição política ao negócio da Media Capital - que tem ainda se ser aprovado pelos reguladores - , Michel Combes afirmou: "Não estamos aqui a fazer política, este é um forte projeto industrial para o país". O presidente do grupo que detém a PT Portugal, comprada há dois anos, escusou-se a comentar as declarações que o primeiro-ministro, António Costa, fez sobre a operadora de telecomunicações na passada quarta-feira.
As críticas de Costa poderão ser transmitidas de viva voz a Michel Combs, que se encontra com o primeiro-ministro e com o Presidente da República na tarde desta sexta-feira.
Depois da compra da Cabovisão (2011), da Oni (em 2012) e da PT (2015), a multinacional francesa de telecomunicações, Altice, demonstra que continua "de olhos postos" nos negócios em Portugal, agora com a compra da Media Capital, dona da TVI.
Em Portugal, no entanto, a Altice tem vindo a enfrentar o grande descontentamento por parte dos trabalhadores, tendo os sindicatos afetos à PT Portugal anunciado já a convocação de uma greve geral para 21 de julho contra a transferência de trabalhadores para outras empresas do grupo Altice e parceiros, além de um conjunto de ações.
Em causa está a transferência de trabalhadores para outras empresas do grupo e parceiros.
Em 30 de junho, a PT Portugal anunciou internamente que iria transferir 118 trabalhadores para empresas do grupo Altice e Visabeira, esta última parceira histórica da operadora de telecomunicações, cujo processo estará concluído no final deste mês.
No início do mês passado, a operadora tinha anunciado a transferência de 37 trabalhadores da área informática da PT Portugal para a Winprovit.
Foi ainda decidido avançar com as providências cautelares em vários tribunais e exposições sobre a atual situação junto de vários governantes, desde o Presidente da República, passando pelo presidente da Assembleia da República, primeiro-ministro, ministro do Trabalho, entre outros.
Esta quarta-feira, no debate do Estado da Nação, no parlamento, o primeiro-ministro também se manifestou apreensivo com o futuro da PT, temendo mesmo pelo futuro de postos de trabalho e apontando a uma das operadoras "falhas graves" no incêndio de Pedrógão Grande.
"Receio bastante que a forma irresponsável como foi feita aquela privatização [da Portugal Telecom] possa dar origem a um novo caso Cimpor, com um novo desmembramento que ponha não só em causa os postos de trabalho, como o futuro da empresa", declarou António Costa.
O governante socialista referiu depois esperar que a autoridade reguladora para as telecomunicações "olhe com atenção" para o que se passou com as diferentes operadoras nos incêndios de Pedrógão Grande.
Estas declarações de António Costa foram hoje criticadas pelo líder social-democrata, Pedro Passos Coelho, que considerou que o governante fez uma "admoestação pública" à empresa Altice durante o debate sobre o estado da Nação no parlamento.
"Nunca, julgo eu, tinha ouvido um primeiro-ministro atirar-se assim publicamente a uma empresa. Acho que nem o engenheiro Sócrates teve coragem para fazer isto e, atualmente, o primeiro-ministro sente-se com à vontade de poder admoestar publicamente uma empresa privada", disse Passos Coelho.
De acordo com uma nota da Altice hoje divulgada, a compra Media Capital faz parte da estratégia global do grupo, que se manifesta disposto a oferecer mais conteúdos aos consumidores, apostando em produções e formatos locais.
Num comunicado enviado à Comissão do Mercados e Valores Mobiliários (CMVM), a MEO, detida pela Altice, explica que o objeto da Oferta Pública de Aquisição (OPA) é constituído pela totalidade das 84.513.180 ações, com o valor nominal de 1,06 euros.
A MEO explica, ainda no comunicado, que a decisão surgiu "na sequência da celebração, no dia 13 de julho de 2017, após o encerramento do mercado em Portugal, de um contrato de compra e venda de ações com a Promotora de Informaciones, S.A. ('PRISA'), para a aquisição de ações representativas de 100% do capital social da Vertix, SGPS, S.A. ('Vertix'), que é titular de ações representativas de 94,69% dos direitos de voto do Grupo Media Capital, SGPS, S.A".
No final de junho, na assembleia-geral de acionistas, o presidente do Conselho de Administração da Prisa, Juan Luis Cebrián, também já tinha falado da necessidade da empresa de "redução do seu perímetro", numa alusão à venda de ativos.
Entretanto, a Altice marcou para as 11h00 de hoje, em Lisboa, uma conferência de imprensa.
Fundada em 2001 pelo empresário Patrick Drahi, o grupo Altice entrou em Portugal com a compra da Cabovisão por 45 milhões de euros em 2011 e a Oni por cerca de 80 milhões de euros em 2012.
Em junho de 2015, a multinacional presente, atualmente, em 10 países concluiu a compra da PT Portugal à Oi, por 5,7 mil milhões de euros, dos quais 4,9 mil milhões foram recebidos em caixa pela Oi.
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