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Educação aumenta salários

Trabalhadores mais qualificados também trabalham em empresas que pagam melhor.

17 de julho de 2026 às 01:30

A educação aumenta os salários dos trabalhadores, conclui um estudo do Banco de Portugal, divulgado esta quinta-feira. Estes trabalhadores mais qualificados tendem também a trabalhar em empresas que pagam melhor, afirmam os três investidores envolvidos no  trabalho publicado na Revista de Estudos Económicos. 

"O prémio da educação é, em parte, um prémio pelo empregador e pela posição a que a escolaridade permite aceder" lê -se no estudo, que calcula em 7,6% o retorno de um ano adicional de escolaridade.  "Quase um terço do prémio reflete o facto de os trabalhadores mais escolarizados estarem concentrados em empresas que pagam salários mais elevados", acrescentam os autores. . 

Relativamente à diferença salarial de cerca de 30% entre homens e mulheres, o estudo conclui  que "65% é explicado por características permanentes dos trabalhadores e 29% pelo acesso reduzido das mulheres a empresas com salários mais elevados".  "O chamado glass ceiling [expressão que se refere à limitação das mulheres e das minorias a cargos mais bem remunerados] é principalmente uma questão de acesso às empresas e não de afetação às profissões", afirmam Paulo Guimarães, Pedro Portugal e Hugo Reis, autores do estudo publicado na Revista de Estudos Económicos. 

Por fim, concluem, "a elevada persistência salarial observada na especificação base reflete sobretudo a influência de características persistentes dos trabalhadores, das empresas e dos postos de trabalho, e não uma verdadeira dependência dinâmica dos salários".

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