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"Cometeu a maior violação de dados eleitorais da história": Trump revela interferência da China nas eleições de 2020

Presidente dos EUA asseverou que "nenhum país pode ser grandioso sem eleições justas e seguras".

17 de julho de 2026 às 02:24

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursou como prometido na noite desta quinta-feira (02h00 de sexta-feira em Lisboa) à nação. Depois dos minutos iniciais terem sido dedicados a vários elogios ao trabalho da administração Trump, as revelações sobre as eleições nos EUA, em 2020, não tardaram a chegar. Com o mundo atento ao que dizia, Trump revelou que serão divulgados, no site da Casa Branca, documentos que põe em causa a segurança do sistema eleitoral norte-americano. O republicano começou por alegar que existiu interferência da China nas eleições de 2020 que, segundo o próprio, "cometeu a maior violação da dados eleitorais da história". Trump indicou que esta potencia teve acesso a 220 milhões de registos de eleitores norte-americanos.

O republicano afirmou ainda que a China começou em 2018 a "trabalhar para reduzir a votação no presidente norte-americano para evitar a sua reeleição". "Nenhum país pode ser grandioso sem eleições justas e seguras", asseverou. O presidente dos EUA reforçou que os documentos foram reunidos por uma comissão da transparência da Casa Branca juntamente com um conjunto de consultores. A investigação contou também com equipas das agência de inteligência.

Para que o sistema eleitoral dos EUA deixe de ser "vulnerável", Trump afirmou que o Congresso tem de aprovar o projeto de lei "SAVE America Act". No final do discurso, de 25 minutos, Trump demonstrou-se discordante com o atual método da votação por correspondência e defendeu a obrigatoriedade do uso de um documento de identificação com fotografia para todos os eleitores.

Recorde-se que Trump foi indiciado por tentar reverter ilegalmente a derrota nas eleições de 2020 no estado da Geórgia. A investigação ao norte-americano surgiu depois de num telefonema, em janeiro de 2021, Trump ter sugerido ao secretário de Estado da Geórgia para o ajudar a dar a volta ao resultado eleitoral. Eram precisos mais 11 780 votos para não deixar que Biden subisse ao poder. A 6 de janeiro de 2021, milhares de apoiantes do republicano invadiram o Senado onde decorria a certificação dos resultados eleitorais para tentar impedir a confirmação de Joe Biden como presidente.

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