Polícia encerra inquérito, após a autópsia ter concluído que a morte do industrial se deveu a causas naturais.
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Um ataque cardíaco foi a causa da morte do empresário português Pedro Queiroz Pereira, revelou a autópsia realizada esta segunda-feira no instituto forense de Ibiza. O industrial português, de 69 anos, faleceu no passado sábado, às 23h15, no interior do seu iate, que se encontrava atracado na marina daquela cidade espanhola.
O corpo do empresário, que morreu em Ibiza, Espanha, estará em câmara ardente a partir das 15h00 desta terça-feira na Basílica da Estrela, em Lisboa, anunciou a agência funerária Servilusa.
As cerimónias fúnebres estão marcadas para quarta-feira, pelas 11h00, no Mosteiro dos Jerónimos, seguindo depois o funeral para o cemitério dos Olivais, também em Lisboa, de acordo com aquela agência num comunicado enviado esta terça-feira à agência Lusa.
A Polícia Nacional de Espanha, que após a morte do empresário anunciou a abertura de uma investigação ao sucedido, deu ontem o caso como encerrado depois de a autópsia ter concluído que o óbito se ficou a dever a causas naturais.
A autópsia realizada no Instituto Anatómico Forense de Ibiza indicou que o empresário teve um ataque cardíaco, na sequência do qual acabou por cair nas escadas da embarcação de recreio, de acordo a agência espanhola EFE, tendo por base informações avançadas pela polícia local.
O Correio da Manhã apurou que Pedro Queiroz Pereira se fez acompanhar por familiares nesta deslocação a Ibiza, onde era comum, desde há alguns anos, passar um período de férias. Foi também possível saber que as filhas do industrial estiveram ontem naquela ilha espanhola do mar Mediterrâneo para dar andamento ao processo legal de transferência do corpo do magnata, e seu pai, para Portugal.
O velório de Pedro Queiroz Pereira deverá realizar-se ainda durante o dia de hoje, para que o funeral possa decorrer amanhã. Até à hora de fecho desta edição estava ainda por definir o local das cerimónias fúnebres, sendo as opções a Basílica da Estrela ou o Mosteiro dos Jerónimos.
‘PêQuêPê’, como era conhecido no mundo do automobilismo, onde se destacou enquanto piloto de ralis nos anos 80 do século passado, é recordado em declarações ao CM pelo seu amigo e antigo navegador, Miguel Vilar, como alguém que "revolucionou a velocidade em Portugal".
Foi contudo como empresário que se destacou nos últimos anos. Era acionista maioritário do grupo Semapa e, segundo a revista ‘Exame’, detinha uma fortuna avaliada em 779 milhões de euros.
Três irmãs Queiroz Pereira herdam fortuna de 779 milhões
Foi em maio deste ano que Filipa Rocha Páris, Mafalda Sacadura Botte e Lua Queiroz Pereira, passaram a integrar os órgãos sociais da Semapa, embora sem exercerem funções executivas.
Na altura o empresário avançou igualmente com a criação de um fundo privado e fechado, repartido pelas três herdeiras, de modo a assegurar que as empresas da holding Semapa não fossem desmembradas e que a fortuna se mantivesse na posse da família.
Até então, contudo, nenhuma das três filhas do empresário se encontrava envolvida diretamente nos negócios do pai. Filipa trabalhou nos últimos cinco anos no ramo imobiliário e em consultoria informática; Mafalda está ligada ao design de interiores; e Lua criou e geriu uma empresa de eventos hípicos.
"Não posso deixar de lembrar os momentos que passámos"
"Alguém a quem o País muito deve pela geração de riqueza"
PORMENORES
A constituição da Semapa
Em 1991 avançou para a constituição da Semapa, com o objetivo de concorrer à reprivatização das empresas Secil e Cimentos Maceira e Pataias.
A aquisição da cimenteira
Em 1994 adquiriu a participação maioritária da cimenteira Secil, num investimento que ascendeu aos 400 milhões de euros.
A compra da Portucel
Em abril de 2004, o empresário venceu o concurso público para privatização da Portucel. A empresa passou entretanto, em 2016, a ser designada por The Navigator Companyed.
A entrada no ambiente
Em 2008 é feita a aquisição do Grupo ETSA, que permitiu a entrada da Semapa no setor do ambiente de resíduos.
A queda do grupo GES
Em 2013, Pedro Queiroz Pereira entregou ao Banco de Portugal um dossier explosivo com informação sobre as dificuldades financeiras do GES, o que levou à queda com estrondo do universo Espírito Santo.
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