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Correio da Manhã

Economia
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Entrada da Sonangol na ESCOM teria sido "boa notícia"

A atividade da ESCOM centra-se predominantemente em Angola, sobretudo no imobiliário e na exploração de diamantes.
15 de Janeiro de 2015 às 17:25
Luís Horta e Costa está esta quinta-feira a ser ouvido na Comissão de Inquérito à gestão do BES e do GES
Luís Horta e Costa está esta quinta-feira a ser ouvido na Comissão de Inquérito à gestão do BES e do GES FOTO: Pedro Catarino

O administrador da ESCOM Luís Horta e Costa admitiu esta quinta-feira que teria sido uma "boa notícia" a entrada da Sonangol na ESCOM, negócio que esteve em vias de se concretizar mas nunca passou à prática.

"Víamos como uma boa notícia que a Sonangol entrasse no capital da ESCOM", reconheceu o administrador da empresa na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do Grupo Espírito Santo (GES). A venda da Escom, empresa do GES que geria os ativos não financeiros em Angola, foi noticiada por diversas vezes como estando em curso, sendo a Sonangol a entidade que iria fazer a aquisição, através da empresa Newbrook.

"Todas as negociações de venda numa empresa, não são feitas pela administração, são feitas pelos acionistas", frisou, todavia, o administrador Luís Horta e Costa, que diz não fazer a "mínima ideia" se a Newbrook estaria ligada a Álvaro Sobrinho, antigo presidente do BES Angola (BESA).

No parlamento, ouvido no final do ano passado, Sobrinho, garantiu que um sinal de 85 milhões de dólares sobre o acordo de venda da ESCOM chegou à Espírito Santo Resources, mas asseverou não saber o destino do dinheiro. "Quem recebeu [o dinheiro] foi a ES Resources", declarou Sobrinho na comissão de inquérito.

Horta e Costa está esta quinta-feira a ser ouvido dos deputados desde cerca das 16h15, tendo, ao contrário da maioria dos depoentes, optado por não fazer uma declaração inicial, respondendo de imediato às perguntas dos parlamentares.

O grupo ESCOM foi fundado em 1993 pelo GES e por Hélder Bataglia. A atividade do grupo centra-se predominantemente em Angola, sobretudo no imobiliário e na exploração de diamantes. A ESCOM foi consultora do German Submarine Consorcium, ao qual o Estado português adjudicou, em 2004, o concurso para dois navios submergíveis, cujo primeiro viria a ser entregue em 2010, com custos superiores a 800 milhões de euros, mas com contrapartidas previstas, pelo menos, de 100%.

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