Falta de matadouro sufoca produtores de ovelhas do Algarve

Falta de infraestruturas da região está a ser nociva para o comércio da ovelha algarvia.
Por Tiago Griff|09.02.19
Joaquim Nunes, de 51 anos, é produtor de ovelhas algarvias há décadas, no interior do concelho de Faro, mas nunca passou por uma situação tão má como a atual e que afeta dezenas de outros pequenos produtores, de Barlavento a Sotavento.

A falta de um matadouro e de mercados de gado na região tem sido trágico para este setor, cujas únicas alternativas para vender o gado não compensam financeiramente.

"Há duas opções: as empresas do Norte vêm cá comprar os borregos ou então temos de ir ao matadouro de Beja, que fica a 150 quilómetros. O problema é que o custo com os transportes, seja deles ou nosso, baixa drasticamente o preço do animal", explica Joaquim Nunes, lembrando que cada borrego, que em situações normais seria vendido por cerca de 60 euros, é vendido por valores a rondar os 35 euros, o que "não compensa financeiramente".

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