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Franchising representa um por cento do emprego

Ao contrário do que as pessoas pensam, montar um franchising não é fácil.” As palavras são de Eduardo Miranda, presidente da Associação Portuguesa de Franchising (APF), no âmbito da 11.ª Expo Franchise a decorrer este fim-de-semana, na FIL, Parque das Nações.

14 de maio de 2006 às 00:00

Com 150 expositores, esta mostra pretende ser “um espelho do mercado de franchising”, um mercado responsável por mais de 58 mil postos de trabalho, correspondendo a mais de um por cento do emprego total em Portugal.

Segundo Eduardo Miranda, o franchising “é um mercado que ruma contra a maré, sendo um sinal de optimismo”.

De facto, este sector tem um volume de negócios de 3,3 mil milhões de euros, o que representa cerca de 2,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) português.

“As pessoas querem oportunidades. Querem encontrar novos empregos ou encontrar complementos à sua profissão”, concluiu Eduardo Miranda, no momento em que existem cerca de dez mil lojas a operar no País. “É um mercado que está minimamente assegurado. A pessoa não parte do zero, mas antes com uma marca ou conceito já implementado”, esclareceu o responsável pela APF.

Nestas iniciativas, Portugal está em permanente contacto com o Brasil e certos países africanos.

“Em Junho, o Brasil acolherá seis marcas portuguesas na sua exposição de franchising. E Angola também quer fazer uma exposição, da qual Portugal foi o impulsionador”, explicou Ricardo Camargo, responsável pela Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Representados na mostra estão dois casos de sucesso cuja origem e conceito são totalmente nacionais.

Através do know-how e equipamentos canadianos, ‘Amo-te Vida’ representa um conceito português para tratamentos antitabágico e anti-stress, que actua ainda sobre a obesidade e insónias, com métodos naturais e apoio psicológico. Com dois anos de existência, é uma empresa franchisada que já abriu 15 lojas pelo País. “O nosso objectivo é rumar a Espanha”, confessou Ricardo Loureiro, um dos sócios.

Também o grupo Mix, onde se inclui a marca ‘Tosta Mix’, quis apostar “em algo diferente, novo, com vista ao mercado nacional e internacional”, disse ao Correio da Manhã Paulo Alves. “Já temos lojas em Léon, em Espanha”, acrescentou. Para este ano, o grupo fixou como objectivo principal a abertura de mais lojas no país vizinho para além da entrada no continente africano, com porta aberta em Luanda.

MCDONALD'S: CRESCIMENTO EXPONENCIAL

“Por ser assumidamente um caso de sucesso e com um crescimento exponencial no País, desisti de trabalhar por conta de outrem para me empenhar neste projecto”, conta Francisco Nadais. Os franchisados em Portugal são acompanhados por um consultor, que faz a ligação entre os restaurantes e a marca McDonald’s. “A disponibilidade tem de ser total”, garante.

LAVANDARIAS 5 À SEC: FUNCIONAMENTO MODERNO

A viver há 40 anos em França, Raúl Neves trouxe para Portugal a primeira lavandaria franchisada do País, a 5 à Sec, que conta já com 263 lojas. “Democratizámos o mercado da lavandaria. Não trouxemos qualidade, pois isso já existia, trouxemos sim modernização e transparência no funcionamento da lavandaria”, conta.

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