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Hipermercados já abriram 317 bombas de combustível

Peso das petrolíferas baixou para 58% entre 2010 e 2026, mostra estudo da ERSE.

16 de agosto de 2026 às 01:30

O número de postos de abastecimento associados aos hipermercados quase duplicou nos últimos 16 anos, passando de 167 em 2010 para 317 em 2026. O estudo da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) sobre o mercado de combustíveis, a pedido da ministra da Energia, mostra que o ritmo de crescimento da aposta dos hipermercados foi superior ao da própria rede, que se expandiu cerca de 30%, entre 2010 e 2026, “num movimento acompanhado pela diversificação dos operadores e dos formatos comerciais”.

O aumento dos postos de hipermercados tem contribuído para o alargamento de uma oferta mais barata do que as petrolíferas, sobretudo num contexto de sucessivos agravamentos no preço dos combustíveis, devido à instabilidade internacional. Segundo o estudo da ERSE, em média, a poupança de abastecimento de gasóleo ou de gasolina em postos dos hipermercados tem variado nos últimos meses entre os 12 e os 14 cêntimos. Os postos ‘low cost’ também têm uma oferta menor do que a do retalho, já que o objetivo destes estabelecimentos é atrair clientes para os seus espaços, pelo que só existem perto dos hipermercados.

A rede nacional de postos de abastecimento de combustíveis rodoviários abertos ao público era composta, no primeiro semestre deste ano, por 3457 instalações. De acordo com o estudo, o peso global das petrolíferas - Galp, Repsol, BP e Moeve - tem vindo a cair, diminuindo de cerca de 68% para 58%, entre 2010 e 2026. No entanto, registam-se comportamentos distintos entre as várias marcas: a BP registou um crescimento expressivo, com um aumento de postos de 314 para 500, e a Repsol de 407 para 531. Em sentido contrário, a rede da Moeve diminuiu de 246 para 194 instalações. Já a Prio, praticamente inexistente no início da série, passou de três instalações em 2012 para 227 em 2026.

Na sua análise ao parque, aERSErecorda também a recente entrada de redes automatizadas de baixo custo, como a Petroprix e a Plenergy.

“Esta evolução aponta para uma estrutura retalhista mais fragmentada e para uma maior coexistência de modelos comerciais distintos, embora o número de postos não corresponda necessariamente às quotas de vendas, atendendo às diferenças de volume comercializado por instalação.

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