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Correio da Manhã

Economia
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LÍBANO CORTA NOS ESCUDOS

A fusão de serviços do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI) com o Instituto do Comércio e Turismo de Portugal (Icep) vai permitir poupar ao Estado, este ano, seis milhões de euros, cifrando-se os custos em 68 milhões. E, segundo Pedro Líbano Monteiro, presidente desde Março, em 2004 a poupança vai ser maior, de 9,5 milhões.
11 de Setembro de 2003 às 00:00
Pedro Líbano Monteiro
Pedro Líbano Monteiro FOTO: Tiago Petinga (Lusa)
No próximo ano os cortes no IAPMEI e no Icep vão ser de 14 por cento, ultrapassando os dez por cento exigidos pelo Ministério das Finanças, garantiu ontem Líbano Monteiro, em conferência de imprensa.
Para a diminuição dos custos contribuíram a redução de pessoal e dos imóveis onde estavam instaladas várias delegações dos institutos.
De Fevereiro a Agosto no IAPMEI houve uma redução de dez por cento de colaboradores, que passaram a ser 402. No Icep, de Julho de 2002 a Agosto de 2003 foram rescindidos 193 contratos, passando a existir actualmente 743 funcionários. Segundo Líbano Monteiro, todas as rescisões de contratos foram por mútuo acordo e, para o ano, há mais mas a um ritmo mais lento.
Existem agora onze serviços partilhados, onde os colaboradores trabalham para ambos os institutos, e 24 direcções de primeiro nível no conjunto do IAPMEI e do Icep.
Quanto aos imóveis, os custos de arrendamento caíram 41 por cento, para 1,08 milhões por ano, tendo os institutos libertado 1900 metros quadrados de imóveis próprios. Foram deslocadas mais de 500 pessoas (50 por cento do quadro total).
No exterior, de 40 delegações passou-se para 100 representações em embaixadas e consulados. Metade das delegações funcionam já em espaços comuns.
“Há uma grande poupança em rendas”, frisou o presidente do conselho de administração.
OUTROS FACTOS
PRODUÇÃO
Desde Abril, um mês depois da tomada de posse da nova administração liderada por Líbano Monteiro, que a produção do IAPMEI e do Icep tem aumentado.
NÍVEIS DE SERVIÇOS
Em 85 por cento dos projectos, os pedidos de pagamento de incentivos são pagos em menos de 20 dias ou devolvidos em 48 horas quando não estão em condições. Antes, chegou a haver esperas de quase dois anos.
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