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Correio da Manhã

Economia
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Lisboa concentra mais poder de compra

Porto entre os mais ricos mas capital destaca-se, com mais do dobro da riqueza face à média nacional.
Beatriz Ferreira e Raquel Oliveira 11 de Novembro de 2017 às 01:30
Apesar de ser a região mais rica, metade dos concelhos da Área Metropolitana da capital estão abaixo da média do País
Apesar de ser a região mais rica, metade dos concelhos da Área Metropolitana da capital estão abaixo da média do País FOTO: Direitos Reservados
Lisboa, Porto, Oeiras, S. João da Madeira e Sines lideram o ranking dos municípios mais ricos do país, em 2015. Numa análise aos 308 concelhos, o Instituto Nacional de Estatística (INE) identificou 33 como tendo um poder de compra acima da média nacional. Apenas mais um concelho do que em 2013, aquando do último Estudo Sobre o Poder de Compra Concelhio.


Os dados revelados ontem pelo INE apontam Lisboa como o município ‘mais rico’, com mais do dobro do poder de compra em relação à média nacional. Oeiras, Cascais e Alcochete também ocupam os lugares cimeiros da área metropolitana da capital.

Mas metade dos concelhos da Área Metropolitana de Lisboa estava, segundo o INE, abaixo da média nacional, com destaque para a Moita (com um poder de compra inferior a 90% da média do País).

O concelho do Porto surge em segundo lugar na tabela dos mais ricos, mas a uma distância considerável da capital. Na área metropolitana do Porto, destacam-se os municípios de São João da Madeira, Matosinhos e Maia, bem como da própria Invicta, que rouba o segundo lugar a Oeiras. Já Arouca e Paredes alinham-se abaixo da média nacional.

Além dos territórios metropolitanos, também os municípios correspondentes a algumas capitais de distrito revelaram um poder de compra superior à média nacional. Entre eles contam-se, segundo o INE, Faro, Coimbra, Aveiro e Évora.

Apesar da sua litoralidade, Viana do Castelo está mais perto das capitais de distrito do interior no que toca a riqueza.

No Algarve, os municípios de Faro, Albufeira e Portimão sobressaem nos contextos regional e mesmo nacional, enquanto nas ilhas o destaque vai para Ponta Delgada e Funchal.

Rendimentos regionais mais baixos no Interior e nas Ilhas 
O estudo do Instituto Nacional de Estatística (INE) conclui que no conjunto do território nacional 147 municípios (48% do total) apresentavam valores de poder de compra inferiores a 75 (com a média nacional de 100), ou seja, um resultado pior do que encontrado em 2013.

Dos 10 municípios com menor poder de compra ‘per capita’, oito pertenciam ao Interior das regiões Norte e Centro (distribuindo-se pelas sub-regiões Tâmega e Sousa, Alto Tâmega, Douro, Terras de Trás-os-Montes e Viseu Dão Lafões) e dois à Região Autónoma da Madeira. Aliás, Ponta do Sol é o concelho mais pobre do País, tendo caído quatro lugares desde 2013, e destronando Cinfães. Aqui, o valor de poder de compra estimado pelo INE é cerca de metade da média nacional. Tabuaço, em Viseu, e Celorico de Basto, em Braga, permanecem na lista dos mais pobres.

O estudo mostra assim a discrepância de rendimentos regionais e locais de Portugal, onde 23 municípios concentram 50% do poder de compra nacional, sublinha o INE.
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