Valor de 2021 foi 457 milhões de euros.
A Galp registou, em 2022, lucros de 881 milhões de euros, quase o dobro do que obteve no ano anterior, de acordo com um comunicado publicado esta segunda-feira pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Este valor compara com os 457 milhões de euros que a Galp tinha registado em 2021.
A petrolífera atingiu um EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) no ano passado de 3.849 milhões de euros, o que corresponde a uma subida de 66% em termos homólogos, segundo o comunicado.
O 'capex' (investimento) líquido atingiu os 1.266 milhões de euros, tendo sido "sobretudo aplicado em projetos 'upstream', nomeadamente nos [projetos de] Bacalhau, Tupi e Iracema, no Brasil, e com a expansão do 'portfolio' de renováveis, incluindo a aquisição da posição na Titan Solar", destaca a informação.
A companhia obteve ainda um 'cash-flow' operacional ajustado (OCF) de 2.788 milhões de euros, superior em 50% a 2021.
Quanto ao quarto trimestre do ano passado, a Galp destacou a sua "performance operacional robusta", com um EBITDA ajustado de 951 milhões de euros, um crescimento de 48% em relação ao período homólogo.
No mesmo período, a Galp obteve resultados ajustados de 273 milhões de euros, que beneficiaram de "resultados financeiros positivos", relacionados com o Brent e outros fatores, incluindo margens de refinação e a evolução do diferencial de preços de gás na Península Ibérica, indicou.
No último trimestre do ano passado, o EBITDA ajustado do 'upstream' da Galp foi de 791 milhões de euros, tendo crescido 33%, em termos homólogos, "suportado por uma 'performance' operacional melhorada e pelo ambiente favorável nos preços do petróleo", destacou a Galp.
Por outro lado, nas renováveis e novos negócios, a Galp obteve um EBITDA ajustado de 17 milhões de euros de euros, tendo a capacidade instalada nas renováveis atingido 1,4 GW (gigawatts).
No segmento industrial e 'midstream', o EBITDA ajustado foi de 118 milhões de euros, suportado pela contribuição de atividades industriais e beneficiando do contexto melhorado da refinação internacional, apontou a companhia.
Por fim, na área comercial, o EBITDA ajustado foi de 42 milhões de euros.
No total do ano de 2022, a dívida líquida atingiu os 1.555 milhões de euros, tendo diminuído em 802 milhões de euros face ao registado no final de 2021.
O grupo constituiu uma provisão de 60 milhões de euros para a transformação do local da antiga refinaria de Matosinhos, lê-se no comunicado hoje divulgado.
A companhia constituiu também uma provisão de 53 milhões de euros, relacionada com os chamados "windfall taxes", ou seja impostos por lucros excessivos, em Portugal e Espanha, detalhou.
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