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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Luta pelo Montepio vale 4 mil milhões de euros

Acusações de manipulação e falsificação respondidas com ameaças de processos cíveis.

27 de novembro de 2018 às 08:43

São 440 mil – num universo superior a 625 mil associados – aqueles que até dia 7 de dezembro vão escolher quem vai liderar a Associação Mutualista Montepio Geral, dona de um ativo líquido da ordem dos quatro mil milhões de euros e com lucros em 2017 de 587 milhões.

São estes os números que justificam ‘o apetite’ que as três listas candidatas à direção mostram no combate eleitoral. A votação (um associado um voto) já começou com a chegada dos boletins de voto por correspondência a casa dos associados, no passado dia 9.

Durante o fim de semana sucederam-se as acusações de falsificação de assinaturas e manipulação dos boletins de voto, quase todas contra a Lista A, liderada por Tomás Correia, que responde aos ataques com a promessa de recurso aos tribunais com processos cíveis a quem denegrir a imagem da Associação Mutualista.

Ontem foi a vez de o primeiro-ministro falar sobre a Caixa Económica Montepio Geral. Questionado em Braga sobre o que está a ser feito na supervisão do Montepio, António Costa disse que "já foi aprovada legislação que transfere a supervisão do Ministério do Trabalho para o Instituto de Seguros de Portugal, para haver uma supervisão mais rigorosa e independente".

A votação realiza-se por carta ou presencialmente na sede até dia 7.

PERFIS 

António Godinho

Licenciado em Gestão de Empresas, tem 47 anos e iniciou a sua vida profissional na Caixa Económica Montepio Geral em 1996, saindo em 1998. Foi cofundador e administrador do Grupo Onebiz e é administrador do Bom Sucesso Resort, em Óbidos, e da Accive - Corretora de Seguros.

Concorre pela segunda vez à liderança da Associação Mutualista liderando a lista C, onde estão nomes como o economista Eugénio Rosa e o antigo secretário de Estado Alípio Dias. Defende a diminuição da retribuição dos órgãos sociais.

Tomás Correia

Lidera a Lista A onde estão nomes como a deputada do PS Idália Serrão, a ex-ministra da Saúde, Maria de Belém, o padre Vítor Melícias e a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira. Pretendem transformar a instituição adaptando-a ao fenómeno da digitalização.

Ribeiro Mendes

Doutorado em Economia e atual administrador da Associação Mutualista, nasceu em 1951, e foi secretário de Estado da Segurança Social no governo de António Guterres. Lidera a Lista B, que conta com nomes como o ex-presidente da Caixa de Crédito Agrícola, Costa Pinto; o antigo secretário-geral da UGT, João Proença; ou o economista João Carvalho das Neves.

Pretende recuperar a confiança dos associados e a reputação da Mutualista. Também pretende remodelar a retribuição dos órgãos sociais.

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