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Montepio finta veto a gestor bancário

Instituição liderada por Tomás Correia tenta nomear para o Montepio Investimento candidato aos órgãos do banco que deixou cair em fevereiro

06 de outubro de 2013 às 01:00

O Montepio de Tomás Correia tenta ‘fintar' o Banco de Portugal (BdP) ao nomear para o Montepio Investimento - sociedade em que se transformou o Finibanco - João Cunha Neves, o candidato à administração do grupo que em fevereiro deixou cair depois de o regulador ter manifestado dúvidas.

O nome de João Cunha Neves está desde junho registado no site do Ministério da Justiça, relativo à publicação de atos societários das empresas, como vogal da administração do Montepio Investimento. Mas o CM sabe que o BdP mantém reservas, e que já o fez saber ao Montepio, tendo enviado em setembro uma carta em que refere que "não existem condições de idoneidade para João Neves ser nomeado".

Dado que o nome de João Cunha Neves está já publicado no Portal da Justiça, o CM questionou o Banco de Portugal sobre a nomeação. O supervisor recusou comentar casos concretos, mas o CM sabe que o gestor não pode exercer funções sem que o registo no regulador esteja concluído. "A efetivação do registo no Banco de Portugal é condição necessária para o exercício de funções pelos membros dos órgãos de administração e fiscalização das instituições de crédito", acrescentou o Banco de Portugal na resposta enviada ao CM.

João Cunha Neves terá saído do BES em 2004 por alegados problemas de conflito de interesse que terão motivado a abertura de um processo pelo departamento de supervisão do Banco de Portugal. Este dado estará na origem do chumbo do regulador ao nome do gestor. Fonte oficial do Montepio afirmou que "nada tem a dizer a respeito dos aspetos referidos". E adiantou que as questões do Correio da Manhã quanto à recusa do registo "não são verdade, dado que "não existe e nunca existiu [um pedido de registo]".

Em fevereiro, não terá havido uma recusa formal do pedido de registo, dado que a troca de informações entre a supervisão e o banco terá sido informal. n

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