Catarina Martins afirmou que a Lone Star é um "fundo abutre".
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A coordenadora do Bloco de Esquerda considerou este sábado "um erro" a decisão de entregar o Novo Banco à Lone Star, tendo referido que este é um "fundo abutre" que pode vir a aumentar muito as perdas públicas.
Em declarações aos jornalistas em Foros do Arrão, Ponte de Sor, à margem de um almoço de apresentação dos candidatos autárquicos às câmaras de Alter do Chão, Portalegre e Ponte de Sor, Catarina Martins disse que a Lone Star "não vai pagar nada pelo Novo Banco, os contribuintes não vão receber nada do que já perderam com o Novo Banco e a resolução do BES [Banco Espírito Santo] e o Estado assume obrigações para o futuro (...) onde os contribuintes podem vir ainda a perder mais. É um erro".
A norte-americana Lone Star vai realizar injeções de capital no Novo Banco no montante total de 1.000 milhões de euros, dos quais 750 milhões de euros logo no fecho da operação e 250 milhões de euros até 2020, foi anunciado na sexta-feira.
"Acontece que o Governo não tem nenhum poder na sua gestão", disse Catarina Martins, tendo referido que, "pegar num banco, não mandar nele e entregá-lo a um fundo abutre é um erro", para o qual o BE "avisou o Governo".
A coordenadora do BE lembrou que o partido defendeu "outra solução que quebrasse o ciclo de limpar bancos privados com dinheiros públicos para voltar a entregar a privados", tendo referido que o BE esteve "disponível desde o primeiro momento para a decisão da nacionalização".
Segundo Catarina Martins, a nacionalização era uma "decisão difícil", mas "era a solução mais barata no futuro", insistindo na "obrigação de acabar com a sangria de dinheiros públicos para bancos falidos" e na "necessidade de levar o assunto à Assembleia da República".
Perante cerca de uma centena de pessoas, a coordenadora do BE apresentou três candidaturas autárquicas no distrito de Portalegre, sendo José Carita Monteiro, bancário aposentado, 65 anos, cabeça de lista à Câmara Municipal de Alter do Chão; Rui Cunha, fotógrafo profissional, é o candidato independente à Câmara de Portalegre; e António Ricardo, 65 anos, técnico de realojamento social aposentado, cabeça de lista à Câmara Municipal de Ponte de Sôr.
O Novo Banco foi criado como banco de transição na sequência da resolução do Banco Espírito Santo (BES) em agosto de 2014.
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