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Orçamento de 2019 terá chumbo do PSD

Rui Rio diz que "muito dificilmente" deixará passar proposta que agrada às esquerdas.

01 de agosto de 2018 às 09:11

O PSD deverá chumbar o Orçamento do Estado para 2019, apesar de Rui Rio, o líder social-democrata, manter a tese de que só se pronunciará sobre o documento quando o tiver em mãos.

Ontem, o presidente do PSD levantou a ponta do véu e deixou claro que "muito dificilmente votará a favor, irá abster-se ou até deixar passar um Orçamento" que vá ao encontro das "reivindicações populares de Bloco e PCP", disse ao jornalistas em Belém, depois de uma reunião com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Rui Rio admite assim virar as costas ao PS, com o qual tem firmado acordos para a descentralização ou fundos comunitários, e acusa António Costa de estar a elaborar um documento que é "apenas uma forma de os partidos à esquerda conseguirem repetir a geringonça em vez de olhar para os interesses do País".

Visão diferente tem o líder da bancada socialista, que se mostrou satisfeito com "os resultados alcançados nos últimos três anos". Apesar de reconhecer "problemas no Serviço Nacional de Saúde, nos transportes ou na educação", Carlos César elogiou "o crescimento económico, a recuperação de rendimentos e direitos e ao mesmo tempo o equilíbrio das contas públicas". É nesse sentido, que "o PS está otimista com a renovação desta solução governativa", tendo em conta que "o diálogo com os nossos parceiros tem corrido de forma muito satisfatória", frisou.

Catarina Martins, líder do BE, criticou "os atrasos nas negociações com o Governo". E espera que o Executivo resolva o braço de ferro com os professores em relação à contagem do tempo de serviço, "antes do orçamento". Apesar dos alertas, a coordenadora bloquista acredita que a proposta "irá dar passos positivos no sentido de baixar o IVA da energia para 6% assim como eliminar o corte nas reformas aos 60 anos para as muito longas carreiras".

SAIBA MAIS

0,2%

Défice orçamental previsto para 2019 deverá cair cinco décimas para 0,2% do PIB em relação a 2018. Segundo o Programa de Estabilidade e Crescimento, este ano o défice atingirá 0,7% do PIB.

Mais receita em impostos

Nos primeiros seis meses deste ano, a coleta de impostos do conjunto das administrações públicas cresceu 465 milhões, ou seja, 2,2%. Contudo, a previsão para o ano completo é de um aumento de 3,4%. Para atingir esta meta, será preciso recuperar mais 240 milhões de euros.

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