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Preço do barril de petróleo ultrapassa os 100 dólares

Barril do Brent já encareceu mais de 10 dólares ao longo da semana.

23 de julho de 2026 às 14:49

A ameaça de mais ataques dos EUA no Irão levou o barril do Brent a disparar mais de 6% e a ultrapassar a fasquia dos 100 dólares, segundo dados da agência de informação financeira Bloomberg.

O preço do Brent, petróleo que serve de referência às importações portuguesas, estava esta quinta-feira, às 14h30, horas de Lisboa, a subir 6,6% para os 100,28 dólares (88,20 euros).

Ao longo da semana, o barril do Brent já encareceu mais de 10 dólares, numa altura em que o presidente norte-americano, Donald Trump, promete continuar os ataques ao Irão, sobretudo após o envolvimento dos Huthis no conflito na região.

De acordo com a agência de notícias norte-americana Bloomberg, a subida do preço intensificou-se após os Huthis, um grupo rebelde do Iémen, terem reclamado um ataque a dois petroleiros da Arábia Saudita.

O transporte de petróleo pela via do Mar Vermelho é uma forma que os sauditas encontraram para escoar parte do petróleo que não conseguem transportar através do estreito de Ormuz, por onde passava 20% do petróleo comercializado a nível mundial antes do conflito que começou em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel atacaram o Irão.

"Se eles voltarem a fazer isto, os EUA irão responsabilizar o Irão" pelas ações dos Huthis, que são aliados do regime de Teerão, afirmou Trump numa publicação na rede social Truth Social.

"Um grande castigo militar será infligido ao Irão e aos próprios Huthis", reforçou o presidente norte-americano.

O WTI, petróleo que serve de referência ao mercado norte-americano, estava a subir 4,56% para os 90,79 dólares.

O Comando Central das forças armadas dos Estados Unidos anunciou esta madrugada o início de uma nova ronda de ataques aéreos contra o Irão, a 12.ª desde o fim do cessar-fogo provisório.

Depois de em junho Washington e Teerão terem assinado um memorando de entendimento para estabelecer um cessar-fogo, desbloquear o estreito de Ormuz e dar espaço a negociações sobre o programa nuclear iraniano, o Presidente dos EUA, Donald Trump, deu por encerrada a trégua há duas semanas ao considerar que o Irão estava a violar o acordo.

A Guarda Revolucionária do Irão, por seu lado, mantém ataques no Médio Oriente contra bases e interesses americanos na região, com bombardeamentos contra nações do Golfo aliadas da Casa Branca como o Kuwait, Bahrein, Jordânia e Catar.

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