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Teerão garante que exportações de petróleo continuam apesar de sanções dos EUA

Ministro indicou que o Ministério do Petróleo iraniano criou há vários anos mecanismos para contornar as sanções norte-americanas.

14 de julho de 2026 às 11:03

O ministro do Petróleo do Irão, Mohsen Pakneyad, afirmou esta terça-feira que as exportações de crude do país "continuam normalmente", apesar de os Estados Unidos terem reativado as sanções petrolíferas e restabelecido o bloqueio naval à República Islâmica.

"Apesar do cancelamento da isenção [das sanções] de 60 dias, as exportações de petróleo do Irão continuam normalmente e não se esperam problemas nesta área", escreveu Pakneyad no seu canal de Telegram.

O ministro indicou que o Ministério do Petróleo iraniano criou há vários anos mecanismos para contornar as sanções norte-americanas e que estas estruturas nunca foram desmanteladas, nem mesmo durante o período em que a isenção temporária esteve em vigor.

De acordo com a cláusula 10.ª do memorando de entendimento assinado por Teerão e Washington em meados de junho -- que determinou o cessar-fogo -, os Estados Unidos comprometeram-se a suspender as sanções ao petróleo iraniano por um período de 60 dias, durante o qual ambas as partes negociariam um acordo de paz definitivo.

No entanto, Washington revogou, na semana passada, a licença que suspendia temporariamente estas sanções, em resposta ao que considerou serem ações "totalmente inaceitáveis" de Teerão no estreito de Ormuz, após vários ataques a navios que transitavam por aquela via navegável.

"Os norte-americanos, seguindo a sua prática habitual, não cumpriram os seus compromissos e, na prática, violaram o artigo 10.º do memorando de entendimento referente às isenções de 60 dias", afirmou o ministro iraniano.

Na segunda-feira à noite, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou também a retoma do bloqueio naval contra a República Islâmica a partir de hoje, uma prática que já tinha implementado entre meados de abril e junho em resposta ao encerramento do estreito de Ormuz pelo Irão após o início da guerra, a 28 de fevereiro.

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, reconheceu recentemente que, durante o bloqueio anterior, as exportações de petróleo do Irão estiveram praticamente paralisadas.

A retoma do bloqueio naval acontece numa altura de crescente tensão entre os dois países devido aos ataques iranianos contra navios no estreito de Ormuz e aos ataques dos EUA contra alvos militares no sul do Irão.

Em resposta, o Irão lançou mísseis e drones contra bases militares norte-americanas no Bahrein, Kuwait e Jordânia, entre outros países.

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