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O comprador está ligado a uma empresa de mobiliário em Moçambique.
O recheio da loja de mobiliário Moviflor no Funchal foi esta segunda-feira vendido em leilão por 15 mil euros a um único licitador, que comprou o conjunto dos 24 lotes apresentados ao público.
"Correu bem, apesar de estar muita gente. Esperava que houvesse mais competição. Penso que as pessoas estavam preocupadas mais com o lote a lote e não estavam viradas para o conjunto. Foi mais fácil assim", disse António Mendes, o comprador, que está ligado a uma empresa de mobiliário em Moçambique.
António Mendes adquiriu a maior parte do recheio das 17 lojas Moviflor no continente, depois de declarada a insolvência da empresa, tendo investido cerca de 200 mil euros.
No total, a Moviflor rendeu em leilão, só no continente, 329 mil euros, segundo informou Cláudio Ranito, da leiloeira LC Premium, responsável pela operação.
Em Ponta Delgada, no Açores, o recheio da Moviflor também foi vendido a um único comprador por 21 mil euros. A leiloeira esperava mais disputa no Funchal, atendendo ao elevado número de pessoas compareceram na loja, situada na freguesia de São Martinho.
"Foi o leilão mais rápido que fizemos", disse Cláudio Ranito.
António Mendes, que concorreu a todos os leilões da Moviflor no continente, informou que os produtos e equipamentos adquiridos vão ser exportados para Moçambique, onde dispõe de uma estrutura organizada com várias lojas.
"É pena a empresa [Moviflor] ter acabado, mas no geral as coisas correram bem. Em Portugal não vai ficar nada", disse, salientando que, atualmente, a área de negócio dos leilões é "interessante e com grandes oportunidades".
Os 24 lotes do recheio da loja Moviflor do Funchal tinham preços base entre 100 euros e 2.000 euros. O conjunto foi posto à venda por 14.570 euros e rematado por 15 mil euros.
A Moviflor foi durante vários anos uma das lojas de mobiliário mais populares da Madeira. Abriu em 1985, no centro do Funchal, com 13 trabalhadores. Em 2009 transferiu-se para as novas instalações, na periferia da cidade, contando então com 45 trabalhadores.
Quando foi declarada a insolvência, em novembro de 2014, tinha 10 funcionários na região.
"Não queríamos que acabasse assim, mas, falando por mim, não tenho rancor", disse Aurélio Cai-Água, que foi responsável pela loja desde a sua inauguração na Madeira e que hoje assistiu, com um grupo de ex-funcionários, ao leilão.
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