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Rico falido fica com 1800 euros por mês

Tribunal decreta insolvência pessoal do antigo presidente-executivo da Somague.

11 de dezembro de 2019 às 09:07

Diogo Vaz Guedes, antigo presidente-executivo da construtora Somague e ex-acionista do Banco Privado Português, foi declarado insolvente e terá os rendimentos controlados por um administrador judicial nos próximos cinco anos.

O despacho foi publicado na segunda-feira, noticiado pelo ‘Expresso’, e prevê que o gestor passe a ter disponível mensalmente um montante máximo que não pode ultrapassar três salários mínimos: cerca de 1800 euros.

"É o encerramento de um capítulo menos feliz das nossas vidas", explicou ao CM o empresário, recusando dar mais detalhes sobre o processo, até porque "já houve notícias" sobre o processo de insolvência. A banca, sobretudo BCP e Novo Banco, exigiam ao gestor cerca de 67 milhões de euros em dívidas.

O despacho do juiz da Comarca de Lisboa Oeste define como obrigações que o empresário terá de cumprir o "não ocultar ou dissimular quaisquer rendimentos que auferir", "não fazer quaisquer pagamentos aos credores da insolvência a não ser através do fiduciário e não criar qualquer vantagem especial para algum desses credores", bem como a garantir uma "profissão remunerada".

Diogo Vaz Guedes mantém como morada a Quinta Patiño, um dos mais exclusivos condomínios do País, em Cascais, e tem negócios em Moçambique através da Kuikila Investments.

Foi sócio de Mexia e dono do ex-BPP

Projeto Aquapura também correu mal

O primeiro a avançar foi o Aquapura Douro Valley, que em 2013 acabou por entrar num processo de revitalização. O empreendimento acabou nas mãos do fundo de recuperação da Explorer.

SAIBA MAIS

2004

Foi em fevereiro de 2004 que 300 empresários apresentaram o movimento Compromisso Portugal, que defendia reformas para o País e um modelo económico que permitisse ao País gerar mais riqueza. Diogo Vaz Guedes foi um dos rostos.

Intenções

O ‘Compromisso Portugal’ pedia alterações na Constituição e a criação de um quadro para avaliar medidas do Governo. António Carrapatoso, Alexandre Relvas, Filipe de Botton e António Mexia eram outros dos rostos.

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