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Taxa de juro dos certificados de aforro sobe para 2,474%

Remuneração-base aumenta pelo quinto mês consecutivo e caminha para a taxa máxima permitida por lei.

29 de julho de 2026 às 01:30

A taxa de juro dos certificados de aforro vai subir em agosto, dos atuais 2,356% para 2,474%. Está, assim, cada vez mais próxima da taxa máxima permitida por lei na atual série F (2,5%), à boleia do avanço das taxas Euribor. É o juro mais alto em mais de um ano e é também o quinto mês consecutivo de subida da remuneração-base dos certificados (ver infografia).

Ao Correio da Manhã, o analista financeiro da Deco Proteste António Ribeiro já tinha sinalizado que os certificados deverão voltar a remunerar à taxa máxima (2,5%) nos próximos meses. Como os bancos já calculam que o Banco Central Europeu vá ter de subir novamente os juros diretores em breve (de modo a conter a inflação), as taxas Euribor - indexante usado para calcular a remuneração-base dos certificados - estão a subir em antecipação. A expectativa dos mercados é que o Banco Central Europeu aumente os juros diretores para 2,5% na próxima reunião de política monetária, em setembro.

Com a taxa dos certificados de aforro a recuperar gás, as subscrições deste instrumento do Estado totalizavam, até junho, um montante recorde de 43 mil milhões de euros. Há que ter, no entanto, em conta que este produto continua a render abaixo da inflação esperada para este ano, que devido ao contexto da guerra no Médio Oriente passou a ser estimada pelo Banco de Portugal em 3,1%.

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