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Vinho tem a produção mais baixa em 20 anos

Onda de calor registada em agosto leva a quebra de 20% na produção das diferentes regiões vitivinícolas.

21 de novembro de 2018 às 09:13

O calor excessivo registado em agosto deste ano, mês em que as temperaturas ultrapassaram em algumas regiões do País os 45 graus centígrados, está na origem da redução drástica da produção de vinho na campanha de 2018, que deverá ter o pior resultado dos últimos 20 anos, revelam dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) esta terça-feira tornados públicos.

"Na vinha, a extensão dos prejuízos causados pelas elevadas temperaturas foi variável, mas estendeu-se por quase todas as regiões vitivinícolas, prevendo-se uma das menores produções de vinho das últimas duas décadas (5,2 milhões de hectolitros)", uma quebra de 20% face ao ano passado, segundo a informação recolhida pelos técnicos do INE.

Além do vinho, também o setor frutícola regista este ano baixas acentuadas, sobretudo na produção da maçã e da pera, que deverá registar diminuições face à campanha anterior, respetivamente de 15% e 20%. A culpa é também, em parte, da onda de calor de agosto.

Há também registo de quebras agrícolas nas regiões do Pinhal Litoral e Baixo Mondego e igualmente devido ao mau tempo, mas agora devido à tempestade ‘Leslie’ que em outubro destruiu parcialmente, na região Centro do País, as searas de milho e arroz.

Neste último caso, só no distrito de Coimbra as perdas na produção deverão chegar aos 5%.

Produtores de castanha somam mais 5%

A produção de castanha deverá este ano superar as 31 mil toneladas, contando com um crescimento de 5% face aos valores registados no ano passado e em linha com os números que o setor obteve dos últimos cinco anos, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas.

Ainda segundo o INE, a exceção foi 2014, ano em que as condições meteorológicas de setembro contribuíram para ataques muito intensos de pragas do castanheiro e baixaram a produção.

Tomate registou uma quebra de 26%

A produção de tomate para a indústria terá rondado este ano 1,23 milhões de toneladas, o que corresponde a uma baixa substantiva na ordem dos 26%.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística, mais do que o mau tempo a redução ficou a dever-se sobretudo à redução da área plantada.

PORMENORES 

‘Leslie’ também afeta kiwis

A tempestade ‘Leslie’ afetou também a produção de kiwi no Baixo Vouga, registando ali uma quebra de 30%. Ainda assim, globalmente, a produção deverá situar-se nas 33,5 mil toneladas, a segunda maior de sempre.

Alentejo ajuda amêndoa

Os amendoais recentemente instalados na região do Alentejo deram uma ajuda a que a produção deste ano chegue às 15,1 mil toneladas, 44% acima da média dos valores registados no último quinquénio, segundo os dados divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística.

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