‘Grandes’ gastam 71 milhões

Benfica e FC Porto mantiveram o forte investimento da época passada. Sporting quadruplicou os gastos, mas despendeu menos de metade dos rivais<br/>

01 de setembro de 2010 às 00:30
‘Grandes’ gastam 71 milhões Foto: Vítor Mota
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Após o fecho de mercado o balanço das contas é positivo para os três grandes do futebol português: cerca de 71 milhões de euros gastos e pouco mais de 100 milhões recebidos.

O defeso foi agitado e resultou num maior investimento global em relação a igual período do ano passado, no qual Benfica, FC Porto e Sporting despenderam ‘apenas’ 50 milhões de euros .

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O actual campeão nacional voltou a investir forte (29,1 milhões de euros), mais 4 milhões do que no ano transacto, mantendo a aposta em jovens talentos que se valorizem e permitam boas margens de lucro em vendas posteriores. Di María e Ramires são bons exemplos dessa política. Juntos, permitiram um encaixe de 47 milhões de euros, a que se juntam os 2,5 da venda de Halliche, num total de 49, 5, valor que contrasta com a escassa receita resultante de vendas no mesmo período do ano anterior (apenas 3,5 milhões de euros).

Apostado em regressar ao título, o FC Porto foi o mais gastador no período entre 1 de Julho e 31 de Agosto, com um investimento a rondar os 30 milhões de euros, mais 9, aproximadamente, do que na época transacta. No que toca a vendas, o clube azul-e-branco encaixou 35 milhões, resultantes das transferências de Bruno Alves e Raul Meireles [n.d.r: a venda de Stepanov não está contabilizada por não existir informação sobre o valor do negócio], soma muito aquém dos 65,8 milhões realizados no período de ‘férias’ do ano anterior .

Apesar de ter sido o mais modesto dos três grandes no que toca a compras – 12,3 milhões de euros –, o Sporting foi o que mais aumentou o investimento em relação a igual período de 2009, em que apenas gastou 3,5 milhões. Em sentido inverso entraram nos cofres leoninos 18 milhões, provenientes das vendas de Miguel Veloso e João Moutinho, verba bem superior aos 100 mil euros realizados com o empréstimo de Purovic na temporada anterior.

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JORGE MENDES É DONO DA BOL

Em tempos de crise, nem por isso o empresário Jorge Mendes deixou de monopolizar as grandes transferências do futebol português. A maior fatia proveio da venda do passe de Angel Di María, que trocou o Benfica pelo Real Madrid por 25 milhões de euros.

Por menos três milhões (22 milhões) ficou a saída de Bruno Alves para o Zenit de São Petesburgo, onde foi juntar-se a Danny, que continua a ser a mais cara transferência levada a cabo entre clubes russos, tendo o Zenit pago por ele 30 milhões de euros. Surpresa foi a passagem, também por acção de Jorge Mendes, do desconhecido Bebé, do Vitória de Guimarães para o Manchester United, por 9 milhões de euros, o mesmo valor pago pelo Génova por outro jogador ligado ao empresário português, Miguel Veloso.

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Jorge Mendes foi também um dos agentes que intermediou a transferência do guarda-redes Roberto, do Atlético de Madrid para o Benfica por 8, 5 milhões de euros. Além dos encarnados, vários foram os jogadores que esta época reforçaram o Sporting, cuja contratação passou pelas mãos de Mendes.

Já no caso de Ramires, também vendido por 22 milhões de euros, ao Chelsea, eram estrangeiros os intermediários que retiraram lucros da operação: o iraniano Kia Joorobchian e o brasileiro Giuliano Bertolucc.

Também o empresário José Caldeira teve a sua fatia do mercado, com a saída do ‘dragão’ Raul Meireles para os ‘reds’ de Liverpool, por 13 milhões de euros.

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