Fora do campo, José Mourinho e Cristiano Ronaldo estão em bancos opostos. O internacional português é, desde Setembro de 2003, a cara do BES.
José Mourinho é a mais recente contratação do Millennium BCP. O treinador português vai passar a ser a imagem das campanhas publicitárias do grupo liderado por Carlos Santos Ferreira, que deverá desembolsar aproximadamente um milhão de euros por cada ano de contrato, avança o ‘Jornal de Negócios’.
Contactado pelo CM, o BCP optou por não fazer comentários, uma atitude idêntica teve a Gestifute, a empresa de Jorge Mendes que é responsável pela gestão da carreira de José Mourinho.
Apesar do silêncio das duas partes, a contratação do treinador do Real Madrid é certa e o anúncio deve ocorrer hoje, durante o encontro de quadros do banco. José Mourinho, a nova arma publicitária do BCP, deve protagonizar ainda este ano as primeiras campanhas para o banco presidido por Carlos Santos Ferreira.
Com esta contratação, o BCP aposta no futebol como imagem de marca, uma situação recorrente na banca nacional. Para tal basta recordar que o mesmo José Mourinho, em 2005, foi a estrela de uma campanha para o BPI. "Se não fosse para ganhar, eu não estaria aqui", dizia o treinador, à época no Chelsea. Curioso é o facto de Mourinho passar a estar no banco oposto ao de Cristiano Ronaldo, já que o craque do Real Madrid é a principal figura do BES, estando ligado ao banco desde Setembro de 2003, quando assinou pelo Manchester United. No entanto, e ao contrário de Ricardo Salgado, presidente do BES, Carlos Santos Ferreira não deve retirar grandes dividendos desta contratação em Espanha. Isto porque o BCP tem uma presença pouco significativa no país, onde está através de uma parceria com o banco Sabadell.
Já o BES, com o acordo assinado em 2009, garantiu a exclusividade da utilização da imagem de Cristiano Ronaldo em Portugal e Espanha no sector dos serviços financeiros. O banco tem no país vizinho 25 balcões e obteve, em 2010, um lucro de 12,8 milhões. Além disso, em Espanha, o grupo tem activos totais de 5,55 mil milhões de euros, de acordo com dados de Fevereiro de 2011.
CGD VAI PROPOR PAGAMENTO DE DIVIDENDOS
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) registou uma quebra de 10,2% nos lucros em 2010, para os 250,6 milhões de euros. Só as desvalorizações com títulos custaram à CGD 3339,1 milhões de euros. Desde o início de 2008, a CGD já perdeu mais de 1,2 mil milhões de euros com participações em empresas que perderam valor.
Mesmo assim, com estes resultados, Faria de Oliveira, vai propor o pagamento de "alguns dividendos" ao accionista Estado, contrariando as indicações do Banco de Portugal.
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