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Botão de pânico salva pai espancado com ferro pelo filho

Militares encontraram o suspeito, de 44 anos, com um ferro na mão. A vítima, de 70, estava caída no chão com a cabeça ensanguentada.

03 de setembro de 2020 às 01:30

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Segundo explicou ao CM fonte da GNR, o alerta foi na segunda-feira. O filho forçou a entrada na casa do pai e começou a exigir-lhe dinheiro, o que já havia acontecido em situações anteriores. Mas desta vez o homem negou sustentar o filho adulto e, em sequência, foi agredido. Em pânico, acionou o aparelho de teleassistência que lhe foi atribuído por ser vítima de violência doméstica - fez queixas contra o filho e esses inquéritos ainda estão em curso.

O alarme tocou no centro de controlo da Cruz Vermelha Portuguesa, que gere o sistema de teleassistência a vítimas de violência doméstica, e a GNR foi avisada. Uma patrulha do posto da Charneca de Caparica foi ao local e encontrou a vítima caída no chão. Estava com a cabeça ensanguentada e o filho encontrava-se exaltado e com um ferro na mão. Foi de imediato detido em flagrante. O pai foi assistido pelos bombeiros e transportado para o Hospital Garcia de Orta.

O agressor, que não tem profissão conhecida, não tem antecedentes criminais. Contra ele só existem as queixas do pai por violência doméstica. Os dois viveram na mesma propriedade (o filho num anexo) mas, após as primeiras denúncias do pai, acabou por sair, regressando com frequência para exigir dinheiro. No caso, não é necessário viverem juntos para haver crime de violência doméstica. O agressor foi esta quarta-feira presente ao Tribunal de Almada, tendo ficado em prisão preventiva.

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queixas por violência doméstica em 2019, com 35 homicídios (27 mulheres e 8 homens). Em 2018, houve 1421 condenações em tribunais de 1ª instância, o valor mais baixo desde 2015. Em 2019 as cadeias tinham 1010 condenados por esse crime.

Cruz Vermelha gere

O serviço de teleassistência é gerido pela Cruz Vermelha. A vítima aciona um botão e as polícias são alertadas.

Acolhimento urgente

As casas-abrigo apoiaram, no ano passado, 789 mulheres e 760 crianças. Já o acolhimento de emergência recebeu 1193 mulheres e 874 menores.

2172 vítimas com a teleassistência

Em 2019, foram 2172 as vítimas de violência doméstica a serem apoiadas pelo serviço de teleassistência, o chamado botão de pânico. Tratou-se de um aumento de 65% em relação aos 1429 beneficiados em 2018, de acordo com a Comissão para a Igualdade de Cidadania e Género. Ana Maria Melo, de 56 anos, morta pelo ex-marido em Lalim, Lamego, tinha um desses botões de pânico. Mas não o acionou quando Henrique Carvalho a abordou e matou com oito tiros. O homem encontra-se em fuga há 21 dias e é procurado pelas autoridades policiais.

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