As novas subscrições contam com um juro líquido de apenas 0,65%, o valor mais baixo de sempre. A Deco alerta que os depósitos são mais rentáveis. <br/>
Em Março, a remuneração atribuída aos novos subscritores de certificados de aforro e às renovações de aplicações tocou o valor mais baixo de sempre. Os produtos de poupança do Estado dão um juro líquido de apenas 0,65%, abaixo da média praticada nos depósitos a prazo a um ano: 0,9%.
"Desde que houve as alterações nas taxas dos certificados de aforro, em Janeiro de 2008, que este produto se tornou desinteressante. Mas este é o valor mais baixo de sempre, é um mínimo histórico", afirma ao CM António Ribeiro, especialista da revista ‘Proteste Poupança’, da Deco.
Perante um cenário de rendimento quase nulo, a Deco desaconselha investimentos nesta tradicional aplicação de aforro, já que "é fácil encontrar depósitos com taxas mais interessantes". Segundo António Ribeiro, a melhor remuneração num depósito a prazo a um ano é de 2,4%, enquanto a média praticada pelos bancos se situa nos 0,9%, "ainda assim superior aos certificados".
O especialista da Deco não tem dúvidas de que "a alteração das condições dos certificados de aforro foi muito prejudicial para osconsumidores". Não só porque foi criada a série C, com remuneraçãomais baixa e a única de subscrição acessível, mas porque "foram alteradas as condições das séries que já existiam". "O rendimento da série B desceu bastante", explica António Ribeiro.
Segundo as contas da Deco, quem tem certificados das séries A e B há mais de quatro anos vai receber no trimestre agora iniciado 2% líquidos (0,4% de taxa base, acrescida de 1,6% de prémio de permanência). "As condições deviam ser repostas", remata António Ribeiro.
O desinteresse dos aforradores nos certificados é, sobretudo, ilustrado pelo crescente número de resgates que, mês após mês, é registado. Em Janeiro, os portugueses retiraram desta aplicaçãofinanceira 106 milhões de euros. Já as novas subscrições não ultrapassaram os 59 milhões de euros, segundo o boletim do Instituto de Gestão do Crédito Público. Perderam-se, assim, 47 milhões num único mês.
PRODUTOS DE AFORRO CRESCENTE SÃO ENGANADORES
A Deco alertou ontem, no site da associação, que os anúncios publicitários relativos aos produtos de aforro crescente são enganadores.
"Nestes produtos é dada a ideia de que são mais rentáveis do que na realidade o são, pois a publicidade põe mais enfoque no último período de remuneração", explicou ao CM António Ribeiro, sublinhando que os consumidores "devem antes estar atentos à taxa anual efectiva líquida".
A Deco sublinha ainda que "estes produtos são limitadores na movimentação" das verbas.
SAIBA MAIS
CAPTAR POUPANÇA
Os certificados são instrumentos de dívida criados para captar a poupança das famílias.
1960
Foi criada a série A. A subscrição foi cancelada em 1986. Em 2008 o Governo criou a série C.
100 euros é o valor mínimo para subscrever a série C. O valor máximo é de 250 mil euros.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.