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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Certificados em mínimo histórico

As novas subscrições contam com um juro líquido de apenas 0,65%, o valor mais baixo de sempre. A Deco alerta que os depósitos são mais rentáveis. <br/>

13 de março de 2010 às 00:30

Em Março, a remuneração atribuída aos novos subscritores de certificados de aforro e às renovações de aplicações tocou o valor mais baixo de sempre. Os produtos de poupança do Estado dão um juro líquido de apenas 0,65%, abaixo da média praticada nos depósitos a prazo a um ano: 0,9%.

"Desde que houve as alterações nas taxas dos certificados de aforro, em Janeiro de 2008, que este produto se tornou desinteressante. Mas este é o valor mais baixo de sempre, é um mínimo histórico", afirma ao CM António Ribeiro, especialista da revista ‘Proteste Poupança’, da Deco.

Perante um cenário de rendimento quase nulo, a Deco desaconselha investimentos nesta tradicional aplicação de aforro, já que "é fácil encontrar depósitos com taxas mais interessantes". Segundo António Ribeiro, a melhor remuneração num depósito a prazo a um ano é de 2,4%, enquanto a média praticada pelos bancos se situa nos 0,9%, "ainda assim superior aos certificados".

O especialista da Deco não tem dúvidas de que "a alteração das condições dos certificados de aforro foi muito prejudicial para osconsumidores". Não só porque foi criada a série C, com remuneraçãomais baixa e a única de subscrição acessível, mas porque "foram alteradas as condições das séries que já existiam". "O rendimento da série B desceu bastante", explica António Ribeiro.

Segundo as contas da Deco, quem tem certificados das séries A e B há mais de quatro anos vai receber no trimestre agora iniciado 2% líquidos (0,4% de taxa base, acrescida de 1,6% de prémio de permanência). "As condições deviam ser repostas", remata António Ribeiro.

O desinteresse dos aforradores nos certificados é, sobretudo, ilustrado pelo crescente número de resgates que, mês após mês, é registado. Em Janeiro, os portugueses retiraram desta aplicaçãofinanceira 106 milhões de euros. Já as novas subscrições não ultrapassaram os 59 milhões de euros, segundo o boletim do Instituto de Gestão do Crédito Público. Perderam-se, assim, 47 milhões num único mês.

PRODUTOS DE AFORRO CRESCENTE SÃO ENGANADORES

A Deco alertou ontem, no site da associação, que os anúncios publicitários relativos aos produtos de aforro crescente são enganadores.

"Nestes produtos é dada a ideia de que são mais rentáveis do que na realidade o são, pois a publicidade põe mais enfoque no último período de remuneração", explicou ao CM António Ribeiro, sublinhando que os consumidores "devem antes estar atentos à taxa anual efectiva líquida".

A Deco sublinha ainda que "estes produtos são limitadores na movimentação" das verbas.

SAIBA MAIS

CAPTAR POUPANÇA

Os certificados são instrumentos de dívida criados para captar a poupança das famílias.

1960

Foi criada a série A. A subscrição foi cancelada em 1986. Em 2008 o Governo criou a série C.

100 euros é o valor mínimo para subscrever a série C. O valor máximo é de 250 mil euros.

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