Gonçalo Amaral lamenta que tenha sido feita “uma sindicância à investigação”. Na primeira entrevista em que fala do processo, defende que Maddie morreu no Ocean Club. Livro é lançado hoje em Lisboa e promete relançar a polémica.
Correio da Manhã – Qual é a sua tese, como investigador do caso?
Gonçalo Amaral – A menina morreu no apartamento. Está tudo no livro, que é fiel à investigação até Setembro: reflecte o entendimento das polícias portuguesa, inglesa e do Ministério Público. Para todos nós, até ali estavam provadas: a ocultação de cadáver, simulação de rapto e exposição ao abandono.
– O que é que o levou a indiciar os McCann por todos esses crimes?
– Tudo começa numa teoria de rapto forçada pelos pais. E o rapto baseia-se em dois factos: um é o testemunho de Jane Tanner, que diz que viu um homem passar à frente do apartamento com uma criança ao colo; o outro é a janela do quarto que, segundo Kate, estava aberta quando devia estar fechada. Provou-se que nada disso aconteceu.
– Como é que se provou?
– Jane Tanner não é credível: identifica e reconhece pessoas diferentes. Começa por Murat, mais tarde fala-se noutra pessoa, pelo desenho feito por uma testemunha, e ela já diz que é aquela, completamente diferente de Robert Murat.
– O testemunho de Jane Tanner orientou a tese de rapto.
– Para se avançar por aí era preciso dar-lhe crédito: nada mais indiciava o rapto. E a questão da janela do quarto, onde Maddie e os irmãos dormiam, é fulcral. Leva à simulação. Isto é, se estava ou não aberta quando Jane diz que viu o homem de criança ao colo. A mãe da menina, Kate, é a única a falar na janela aberta.
– Isso desmonta a tese de rapto?
– Ali está a solução. Estar ou não fechada indicia fortemente simulação. E porque é que se simula rapto e não se diz só que a criança desapareceu? Pode teraberto a porta e saído...
– As impressões digitais de Kate reforçam a tese de simulação?
– São as únicas impressões digitais na janela. E em posição de forma a abrir a janela.
– Kate teve atitudes suspeitas?
– Sai para jantar e tem, em princípio, três filhos a dormir. Volta, falta um e sai, deixa a janela escancarada com os gémeos a dormir. E a noite, segundo diz, estava muito fria...
– E a cama de Maddie?
– Não tem sinais de pessoa que tenha aliestado. Nem a cadeira ou a cama junto à janela. E não há impressões de estranhos.
– Faltou fazer a reconstituição.
– Não se fez, a dez, 15 dias dos factos, por o aldeamento estar cheio de turistas e jornalistas. Confiámos que mais tarde se poderia fazer. Não pôde.
– Pediram dados sobre o grupo?
– Às 08h00 de dia 4 foi pedido ao oficial de ligação da polícia inglesa, mas nunca chegou.
– O que é que queriam saber?
– Quem são as pessoas, antecedentes. E a criança, se há queixas contra os pais ou outros. Como se comportava no colégio. Para saber se era alvo de abusos.
– Qual é a importância no caso da testemunha irlandesa?
–Explicou onde é que ele e a família tinham avistado, às 22h00 de 3 de Maio, um homem com uma menina ao colo. E não era Murat. Não viram o rosto, mas descreveram a forma atlética e desajeitada como levava a criança ao colo.
– Estávamos ainda em Maio.
– Quando os McCann voltaram a Inglaterra, na testemunha, ao ver Gerry descer do avião e caminhar na pista com um filho ao colo, fez-se luz. Pela forma de andar e pela forma desajeitada como levava o filho, tem 70 a 80 por cento de certeza de que era a pessoa que vira naquela noite. Diz ele e os outros membros da família.
– O que é que fizeram?
– Nas vésperas da minha saída de Portimão estávamos a tratar dessa vinda a Portugal. Depois pediu-se a inquirição da testemunha via oficial de ligação da polícia irlandesa em Madrid, o que levou meses. Nesse tempo a testemunha terá sido abordada por pessoas ligadas ao staff dos McCann, não sei com que intenções. Sentiram-se pressionados. Mais tarde chegou a inquirição e ele mantém a probabilidade de 70 a 80 por cento de ter sido Gerry a levar a menina ao colo na direcção da praia.
– Não podia ter sido incluído na carta rogatória?
– Podia e devia. O ideal era ter vindo a Portugal, como testemunha-chave. Tal como o casal de médicos que descreve a situação de Maiorca.
– Desfeita a teoria de rapto, como se constrói a tese de morte?
– Com os elementos que existem só poderíamos chegar até ao acidente, morte natural, qualquer causa sem intervenção de terceiros. Estávamos a cimentar provas e a avançar para perceber o que aconteceu ao corpo da menina. Com base também em informações do laboratório britânico sobre vestígios encontrados dentro do carro alugado pelos McCann.
– Onde e como é que conseguiriam esconder o corpo por mais de vinte dias?
– Era o que estávamos a tentar saber. Procurar dentro dos amigos, porque o casal tinha muita gente conhecida. Tentávamos perceber onde é que a menina podia ter estado aqueles vinte e tal dias.
– Fora do alcance das buscas.
– Sim. Havia informações de que tinham visto o casal a ir na direcção de determinado bloco de apartamentos, estávamos a tentar perceber qual o apartamento. Quem é que tinha acesso a esse apartamento. Mas tudo parou.
– Como é que interpreta esse parar tudo, na altura da sua saída?
– Dá ideia de que fizeram quase uma sindicância à investigação.
– Chegou a dizer-se que o sangue encontrado não era humano.
– Os cães só cheiram sangue humano. A amostra que é recolhida e levada para Inglaterra, para ser analisada pela técnica de Low Copy Number, é microscópica. A técnica não lhes permite dizer se é sangue ou qualquer outra espécie de fluído – mas garante que é humano.
– A família procurou justificar-se.
– Mais tarde, um cunhado e um primo de Kate disseram ter transportado na bagageira uns bifes que descongelaram, até lixo, mas não. Os cães não vão ao cheiro do lixo nem de sangue não-humano. Depois há uma testemunha, que nunca foi ouvida, uma jurista que vivia ao lado do casal, já na segunda casa fora do aldeamento, a dizer que aquele carro tinha a bagageira aberta durante a noite para arejar. Mas se calhar foi por causa do lixo...
– Na tese de envolvimento dos pais, consegue reconstituir aquela noite?
– Já tínhamos concluído, muito antes da testemunha irlandesa, que a haver envolvimento daquelas pessoas só havia uma hipótese. Apontava para o lado da praia. Não só pelo que eles conheciam mas também pelas condições do terreno. Naquela zona não é fácil abrir buracos. Ou se conhece onde existam buracos ou então não se consegue, em pouco tempo, decidir onde se há-de pôr um corpo sem se conhecer a zona. A haver envolvimento, seria para a zona da praia. O que depois é corroborado pela testemunha irlandesa.
– À hora a que o turista irlandês terá visto Gerry há vários testemunhos que colocam o pai da criança no Ocean Club.
– Não são credíveis. Os empregados não sabem dizer as horas a que estavam lá as pessoas, quanto tempo demorou cada uma delas quando dizem ter ido aos apartamentos. E o grupo não é credível. Dizem que nas noites anteriores, de 30 em 30 minutos, cada um por si ia ver apenas os seus filhos; mas naquela noite, entre as 21h30 e as 22h00, quase de cinco em cinco minutos alguém vai curiosamente ver aquele apartamento, não indo ver os outros.
– E em relação a Gerry?
– Justifica algum tempo com uma ida à casa de banho. Não são cinco minutos, depois encontra outro indivíduo lá fora. Daí a necessidade da reconstituição. Para saber quanto tempo é que levavam para ir aos apartamentos, por onde é que iam, etc. Reconstituição conjugada com o movimento do restaurante, porque quando se diz que a partir das 21h00 pediram a comida, houve um que pediu um bife. E esse bife foi reaquecido porque esse alguém não esteve no local. É preciso saber de quem era o bife. Esteve muito mais tempo fora...
– Um adulto e uma criança ao colo, até à praia, quanto tempo?
– Quinze minutos.
– Como é possível o apartamento ter sido alugado depois do crime?
– O apartamento foi logo completamente contaminado pela acção dos pais, antes de chegar a polícia. Montou-se ali um arraial completo e foi exigido, a determinada altura, cães para dentro de casa.
– Admitiram a hipótese de terem sido dados soporíferos à criança.
– Os gémeos, de luz acesa, luz fechada, com um arraial de gente a entrar e a sair, dormiram até às 02h00, quando foram transportados para outro apartamento. Mesmo aí continuaram a dormir. Aquele sono não é normal.
– Mas a Judiciária nada fez.
– Mais uma vez inibimo-nos. Pensámos pedir aos pais para se realizar exames ao cabelo, para se perceber se havia ali algum sedativo, mas quando se soubesse iam dizer que estávamos a suspeitar dos pais e tentava-se evitar a todo o custo que se tornasse público que essas suspeitas existiam.
– Como é que há margem de especulação nos resultados de ADN? Foram os resultados que permitiram avançar para a constituição de arguidos.
– Quem especula é o cientista que faz o exame. Começa por dizer, no relatório preliminar, que era fácil afirmar que se tratava de Maddie. Depois veio com outras questões. Claro que só com esses dados não se acusa ninguém.
'CADÁVER FOI CONGELADO'
Correio da Manhã – O que é que na sua opinião aconteceu ao corpo?
Gonçalo Amaral – Tudo indiciava que o corpo, depois de estar num determinado local, foi movimentado de carro para outro, vinte e tal dias depois. Com os vestígios encontrados no carro, a menina teria d ter sido ali transportada.
– Como é que pode afirmar isso?
– Por aquele tipo de fluído, dizemos nós polícias, peritos, que o cadáver foi congelado ou conservado em frio e ao ser colocado na bagageira, com o calor que fazia na altura, parte do gelo derreteu. Numa curva, por exemplo, caiu alguma coisa do lado direito da mala, por cima da roda. Podem dizer que é especulação, mas é a única forma de explicar o que ali aconteceu.
– Se o corpo foi primeiro escondido na zona da praia esteve sempre fora do alcance das buscas?
– A praia foi batida a uma hora que não se sabe se o corpo ainda lá estava. Utilizando cães, mas os cães--pisteiros têm limitações, como a água salgada, por exemplo. Depois, poderá ter sido removido.
'DEVÍAMOS TER FEITO ESCUTAS'
Correio da Manhã – Sentiu pressão política na investigação?
G.A. – Inibição. Um dos erros foi não termos avançado para este grupo com tudo o que legalmente estava ao nosso alcance: escutas, vigilâncias.Erapreciso,por exemplo, recuperar a roupa que a menina vestia quando saiu do infantário para casa. Aí pensámos: se vamos, diz-se logo que suspeitamos dos pais. Essa inibição ocorreu ao longo dos tempos.
– E isso levou-vos para o rapto.
– Tivemos de provar que não havia rapto para depois nos podermos centrar naquelas pessoas...
– Como é que aparece a pressão?
– Logo a 4 de Maio, pela manhã, com um cônsul a ligar para a embaixada a dizer que a PJ não estava a fazer nada. Depois um embaixador. A seguir um assessor e o primeiro-ministro inglês.
'PAYNE É O ÚLTIMO A VÊ-LA'
Correio da Manhã – Quando é que chegam testemunhos por comportamentos de David Payne a indiciar práticas sexuais com menores?
Gonçalo Amaral – Ainda em Maio. Algo de errado ocorreu numas férias com aquele grupo: David Payne teria feito gestos reveladores de comportamentos relativamente a crianças. Até a Maddie. Pedimos informações mas já chegaram depois de 26 de Outubro. Mandaram a informação sem lhe dar relevo.
– O que chegou em concreto?
– Um casal de médicos terá passado férias em 2005, em Maiorca, com David Payne, os McCann e outro casal. A senhora diz que assistiu a Payne de dedo na boca, num movimento de entrar e sair, e a esfregar o mamilo com a outra mão. E estaria a falar de Maddie ao lado do pai, Gerry. Esses depoimentos deviam ter tido outro tratamento por parte da polícia. Era muito relevante o acesso à informação, de pessoas médicas, tão credíveis quanto as outras.
– O que é que fica mais por esclarecer em relação a David Payne?
– Será o último a ver Maddie com vida depois das 17h30, quando ela sai do infantário. Encontra Gerry a jogar ténis e pergunta-lhe por Kate e pelos miúdos. Gerry responde que estão no apartamento e ele vai lá. Regressa 30 minutos depois. Kate diz que foram 30 segundos. Aqui há algo que não bate certo.
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