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Morais em fuga após condenação

Alfredo Morais, ex-agente da PSP e, considerou o tribunal, cabecilha do gang conhecido por ‘Máfia da Noite’, é procurado pela Justiça. Ausente ontem da leitura do acórdão, no Tribunal da Boa-Hora, Lisboa, Morais ter-se-á recentemente deslocado ao Brasil. Este facto, segundo os juízes, comprova o perigo de fuga. Paulo Batista, braço-direito do cabecilha, também faltou e é procurado. Têm ambos mandados de captura. Morais foi condenado a sete anos de cadeia e Paulo Baptista a 6 anos e 3 meses.

01 de maio de 2009 às 22:00

Os dois arguidos em fuga estão entre os oito condenados a prisão efectiva. Pedro Gameiro, com 11 anos de cadeia, teve a pena mais pesada. Cinco condenações foram suspensas e Rui Batista foi o único absolvido entre 14 arguidos por crimes de extorsão, agressões e lenocínio, entre outros, ocorridos em discotecas de Lisboa.

A juíza Leonor Botelho analisou pedidos de revisão de medidas de coacção feitos pelo Ministério Público. Se para os arguidos Raul Teixeira (condenado a 9 anos) e Viriato Justino (8) considerou não haver, por falta de meios económicos, o perigo de fuga, o mesmo já não aconteceu com Alfredo Morais e Paulo Batista.

Melo Alves, advogado de Morais, justificou a ausência do seu cliente: 'Está doente.' Disse que os sete anos de cadeia são 'exagerados para quem foi condenado apenas por dois crimes [extorsão e posse de arma], depois de ter estado indiciado por 20'. Assegurou que o seu cliente 'está disposto a entregar-se voluntariamente'. A advogada de Paulo Batista justificou a ausência deste com um alegado acidente de viação.

O CM sabe que nas semanas que antecederam a leitura do acórdão, Alfredo Morais deslocou-se ao Brasil. O ex-polícia tem lá casa, conforme confirmou o seu advogado, e meios económicos para sustento próprio. Por isso, o tribunal autorizou já a PSP a localizar Alfredo Morais e Paulo Batista, com o intuito de que ambos aguardem presos a decisão dos recursos.

MEDO EM TRIBUNAL AJUDOU A FORMAR CULPA

A juíza Leonor Botelho (porta--voz do colectivo), não teve dúvidas em considerar Alfredo Morais como o mentor do grupo que, de 2002 a 2007, governou pelo terror a noite de Lisboa. Os magistrados encontraram várias provas disso. 'Escutas telefónicas, relatos dos distúrbios causados e principalmente o medo das vítimas em tribunal', referiu Leonor Botelho. Houve casos de empresários e gestores de estabelecimentos – ‘visitados’ pelo grupo – que quiseram depor longe dos arguidos. 'Até vieram aqui pessoas dizer coisas diferentes do que tinham dito na fase de instrução', disse a juíza.

PORMENORES

FALTAS DERAM AMEAÇAS

Durante as sessões de julgamento, a juíza Leonor Botelho já tinha ameaçado Alfredo Morais e outros arguidos que lhes mudava as medidas de coacção, de apresentações à PSP, caso estes continuassem a desrespeitá-las.

ALEMÃO POR TRÁFICO

Um crime de tráfico de droga provado em tribunal, valeu a Pedro França Alemão a condenação a 5 anos e 9 meses de cadeia. O arguido foi recentemente colocado em prisão preventiva, em outro processo de tráfico de droga.

AS SENTENÇAS

Nome: Pena

Alfredo Morais: 7 anos

Paulo Batista: 6 anos e 3 meses

Pedro Gameiro: 11 anos

Diamantino Fernandes: 6 anos

Pedro Alemão: 5 anos e 9 meses

Raul Teixeira: 9 anos

Viriato Justino: 8 anos

António Oliveira: 5 anos e 9 meses

José Teixeira: 2 anos e meio*

Maria João Teixeira: 1 ano e 3 meses*

Alexander Batulin: 4 anos e meio*

Francisco Cascalheira: 3 anos e meio*

Denise Lima: 1 ano e 7 meses*

Rui Batista: Absolvido

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