Escolha o Correio da Manhã como "Fonte Preferida"
Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.
O advogado Ricardo Sá Fernandes, antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, no Governo de António Guterres, está a ser penhorado pelo Fisco, o que acontece pela 13.ª vez.
As Finanças já o notificaram da penhora e vai, agora, tentar executá-la sobre o ordenado que o ex-governante usufrui enquanto jurista.
Sá Fernandes tem uma dívida por pagar de 8082 euros, correspondendo a 7093 euros de imposto por liquidar, acrescidos de 1043 euros de juros de mora e 270 euros de custas.
O processo de dívida, n.º 3085200601035886, está na 3.ª Repartição de Finanças de Lisboa, em fase de execução fiscal, tendo transitado de 2006 para 2007.
O conhecido jurista, que fez equipa com Pina Moura no Ministério das Finanças do então Governo do PS – de onde saiu em Dezembro de 2000 – tem domicílio fiscal no Campo dos Mártires da Pátria em Lisboa, sendo membro de uma sociedade de advogados na capital.
Na ficha fiscal de Ricardo Sá Fernandes – irmão do vereador do Bloco de Esquerda na Câmara lisboeta, José Sá Fernandes – consta que entrega declarações “frequentemente fora de prazo” e tem prestações em falta de “pagamentos por conta”.
No processo consta o histórico do advogado, onde se refere que esta é a 13.ª vez que tem execuções fiscais, correspondentes a outras tantas dívidas ao erário público.
Em 1999, uns dias antes de ser nomeado Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Ricardo Sá Fernandes foi, à última da hora, liquidar as dívidas ao Fisco, para que nada lhe fosse apontado enquanto governante.
Na ocasião, e questionado por jornalistas sobre o assunto, nomeadamente em declarações à RTP, respondeu que eram “assuntos particulares”, frisando que só esclareceria o caso quando tomasse posse.
O processo actual refere-se a uma dívida de subsídios que corresponde a verbas do IFADAP – Instituto Financeiro de Apoio à Agricultura e Pescas, pedidas a título particular para a Casa da Oura – Cultura e Turismo, Lda, sua propriedade.
Trata-se de um processo antigo, com mais de uma década, altura em que as dívidas aos institutos públicos e à Caixa Geral de Depósitos eram cobrados através dos Tribunais Fiscais.
De resto, a penhora agora em curso é de 26 de Janeiro de 2006 e é válida por 20 anos. Em Março deste ano foi ordenada a penhora de parte do vencimento, já em Maio foi determinada penhora de bens.
"NÃO PAGO UMA COISA QUE NÃO DEVO"
Ricardo Sá Fernandes nega a existência de qualquer penhora, explicando que o que existe é um litígio com o IFADAP, na sequência de um projecto do advogado em Trás-os-Montes, e que está em curso uma impugnação de uma alegada dívida de 5 mil euros.
“Não vou pagar uma coisa que acho que não devo. Não devo aquele dinheiro e acho que isto é um abuso do IFADAP”, disse Sá Fernandes ao CM, explicando que a execução fiscal está impugnada.
Ricardo Sá Fernandes é o mais velho de três irmãos: o vereador José Sá Fernandes e a juíza-desembargadora Paula Sá Fernandes. Antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais no governo de António Guterres, o advogado de Carlos Cruz no processo Casa Pia foi também o representante da família de Sá Carneiro no caso Camarate, que deu origem a livro ‘Crime de Camarate’.
Ricardo Sá Fernandes, casado com a jornalista da SIC Sofia Pinto Coelho, foi consultor jurídico da TVI e viu-se recentemente envolvido no caso Bragaparques, onde actuou como agente encoberto.
13 É, segundo o histórico fiscal, o número de penhoras de que, até agora, foi alvo o advogado Ricardo Sá Fernandes. É, por assim dizer, um número de pouca sorte.
8082 O montante a pagar ao Fisco, em euros, na sequência de apoios recebidos do IFADAP, corresponde a 7093 euros de dívida, acrescidos de 1043 euros de juros e 270 euros de custas.
CASA PIA
Ricardo Sá Fernandes é um dos nomes incontornáveis do mais mediático processo da Justiça portuguesa, o caso ‘Casa Pia’, sendo advogado de defesa de Carlos Cruz.
LANALGO
Foi Ricardo Sá Fernandes que mandou investigar a venda judicial do prédio da Lanalgo por 90 mil contos, quando o valor base de licitação era de 800 mil.
QUINTA EM OURA
Trata-se de uma quinta de rara beleza paisagística, transformada por Ricardo Sá Fernandes em empreendimento turístico, na freguesia de Oura, em Chaves.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.