Seis pescadores perderam ontem a vida a 50 metros do areal. A tragédia ocorreu na praia da Légua. Agarrados à ‘Luz do Sameiro’, lutando contra a força das ondas e do vento, aguentaram até ao limite pela ajuda, que chegou tarde. Um a um foram engolidos pelo mar. Três corpos já foram resgatados, os outros estão desaparecidos. O único sobrevivente chora a morte dos companheiros. Veja fotos exclusivas da tragédia, apenas disponíveis na edição do ‘Correio da Manhã’ em papel.
Cinco homens lutam pela vida agarrados ao ‘Luz do Sameiro’. Estão a 50 metros do areal. Não se ouvem, mas sente-se o grito do desespero de quem vê a morte pela frente. O mar já engolira dois dos sete companheiros e o socorro tarda em chegar.
O pesqueiro naufragou pelas 06h42 – hora a que o equipamento de emergência lançou o alerta por satélite. Apenas às 07h30 o satélite indicou a posição do barco –e só quase duas horas depois, às 09h15, surgiu o primeiro socorro: um salva-vidas chega perto do barco. Na praia da Légua (Alcobaça), a angústia de quem assiste impotente à tragédia torna-se esperança. Mas as ondas não o deixam aproximar-se. Um a um, os pescadores são levados pelo mar. Quando o helicóptero chegou, às 09h55, já só havia um náufrago para salvar. Agora, chora-se a morte de seis pescadores – todos de Caxinas, Vila do Conde.
As causas do naufrágio não estão apuradas: pode ter sido uma rede de pesca a prender o hélice, a tripulação ter adormecido ou ainda a embarcação estar na faina próxima da rebentação, onde existe robalo – o ouro do mar – em maior abundância.
A embarcação tinha saído do porto da Nazaré pelas 03h00 e deveria regressar às 12h00. Depois os tripulantes iam juntar-se às famílias para preparar a festa da Passagem de Ano, pois só regressariam ao mar na terça-feira.
“Não percebo como pode ter acontecido uma tragédia destas”, diz Paulo Manuel, amigo do mestre Inácio Maia, sem esconder as lágrimas que escorrem no seu rosto triste. “Ainda ontem à noite estivemos a conversar e a trocar ideias sobre a Passagem do Ano”.
Segundo Paulo Manuel, o mestre Inácio Maia – que é filho do armador da embarcação – era um homem experiente, muito cuidadoso e excelente navegador. Dos sete tripulantes, quatro lutaram quase duas horas contra a morte. Agarrados à parte superior da embarcação, que era constantemente fustigada pelas ondas fortes, gritaram por socorro até perderem as forças. Os seus gritos ouviam-se na praia.
A lancha salva-vidas do Instituto de Socorros a Náufragos da Nazaré foi a primeira a chegar, mas não conseguiu aproximar-se por a embarcação estar no meio da rebentação e rodeada de redes de pesca.
Os homens foram perdendo as forças e caindo ao mar. Quando o helicóptero da Força Aérea chegou já tinham decorrido quase duas horas e apenas restava um pescador, que foi resgatado com vida através de um guincho. “Nunca vou esquecer o que vi: os homens a gritar e nós só podíamos rezar por eles... Começaram a desaparecer no mar”, conta, emocionada, Ana Fonseca, na praia da Légua.
O Centro de Busca e Salvamento da Marinha, responsável pela operação, garante que foram accionados os meios “adequados e suficientes”. A Força Aérea diz que respondeu “no tempo e com os meios possíveis”.
TENTATIVA FRUSTRADA
A primeira tentativa de salvamento dos pescadores foi feita por dois mergulhadores da praia da Légua, por volta das 08h30. Hugo Henriques e Luís Cardeira nadaram até junto da embarcação, mas foram impedidos de continuar por causa das redes que se enrolavam no pés e do gasóleo derramado que queimava os olhos e a boca. Hugo Henriques ainda trocou algumas palavras com um dos pescadores, que lhe disse para ter cuidado com as redes.
FALTAM SALVA-VIDAS E PESSOAL
Podiam ter sido evitadas algumas mortes na tragédia da praia da Légua. Esta é a convicção do Sindicato dos Trabalhadores das Administrações e Portos Portugueses, segundo o qual é difícil garantir um salvamento eficaz com “embarcações obsoletas”. “Têm 20 anos. São lentas (a velocidade é de oito nós – 16 km/h), estão velhas e são poucas. Com salva-vidas modernos, de alto-mar, a resposta seria outra, estávamos lá em dez minutos”, disse ao CM uma fonte do sindicato. A falta de pessoal, que cumpre horário de expediente (das 09h00 às 17h00) é outra das falhas apontadas. “A tripulação de um salva-vidas devia estar ao serviço permanentemente. Se ocorrer uma situação de emergência fora do horário é preciso estar a contactá-la por telefone. Alguns moram longe e demoram tempo a chegar, além de que são poucos. O salva-vidas da Nazaré só tem três tripulantes”, revelou.
09H15
A lancha dos Socorros a Náufragos chega ao local do desastre. Pelo menos quatro pescadores ainda estão vivos no convés. Mas o salva-vidas afasta-se para não ficar preso nas redes que rodeiam o barco.
09H55
Um helicóptero, a única salvação para os tripulantes do pesqueiro, chega demasiado tarde. O aparelho apenas descolou da Base Aérea do Montijo, nos arredores de Lisboa, 45 minutos depois de ter sido pedido.
10H00
Um nadador salvador da Força Aérea, suspenso de um cabo de aço, só à terceira tentativa consegue agarrar o único tripulante do pesqueiro ainda com vida e içá-lo para bordo do helicóptero.
10H02
O sobrevivente, de nacionalidade ucraniana, é colocado pelo helicóptero no areal da praia da Légua. Está gelado, mas sem hipotermia. É socorrido por uma equipa de emergência médica e conduzido ao hospital.
10H15
A tripulação do helicóptero da Força Aérea avista no mar o primeiro corpo de um pescador. O cadáver é retirado da água e depositado na praia. Os bombeiros de Pataias transportam-no para a morgue.
TRAGÉDIA A 50 METROS DA PRAIA
- Local do naufrágio: 50 metros da praia de Légua
- Hora do naufrágio: 06h42
- Ondulação: 2,54 metros
- Temperatura da água: 10º
- Vento: 18Km/h
MEIOS DE SOCORRO
1 helicóptero Merlin EH 101
2 helicópteros Allouette III
1 Lancha salva-vidas
1 Corveta da Marinha
2 Mergulhadores dos Bombeiros
16 Bombeiros e sete viaturas
SOBREVIVENTE - IMIGRANTE FOI O ÚNICO QUE SE SALVOU
"VI OS MEUS AMIGOS SEREM LEVADOS PELAS ONDAS"
Está inconsolável e incapaz de articular bem as palavras. O único sobrevivente do naufrágio na praia da Légua viu morrer, um a um, os seis companheiros. Quando pôs os pés em terra o pescador ucraniano Vasil Gurin alertou quem o ajudava: “Tem cuidado com as redes! Tem cuidado com as redes!” Queria evitar que a tragédia fosse ainda maior durante o socorro, caso alguém ficasse preso nelas.
No Hospital de Leiria, onde foi assistido, o imigrante, de 46 anos, pouco mais adiantou ao CM. “Eu estava a dormir... Não sei o que aconteceu. Ouvi gritar ‘subam, subam’ e quando cheguei cá a cima já tinha acontecido... Vi-os serem levados pelas ondas.” De seguida, após fumar mais um cigarro, entra de novo no edifício hospitalar. Está traumatizado e não quer falar mais da tragédia que nunca esquecerá.
Segundo Fernanda Pinhal, directora do Serviço de Urgências do hospital, estava fisicamente bem, apresentando apenas uma ferida num joelho. Estava “orientado e colaborante”, disse a médica. Apresentava-se muito frio, mas não chegou a sofrer de hipotermia. O pescador fez vários exames, prevendo-se que tivesse alta de seguida.
PESCADOR DA BAIXA
“Foi Deus, foi Deus” – grita João Correia Gabina de mãos postas ao céu. O pescador pertence à companha do pesqueiro ‘Luz do Sameiro’. Estaria a bordo no momento da tragédia se um problema no coração não o obrigasse a uns meses de baixa.
João Gabina pouco fala, mas a mãe e o irmão falam por ele. Ao CM explicaram “o milagre” que foi a baixa médica atribuída a João, que evitou que o pescador acompanhasse os camaradas José Viana, José Maciel Ferreira, Ricardo Marques, Fernando e João Cartucho e o mestre Inácio Maio, todos com cerca de 40 anos. “Há males que vêm por bem”, atirou a mãe do pescador surdo, Maria do Desterro. “O João chorou toda a manhã depois de saber do naufrágio do barco onde sempre trabalhou e ainda está em estado de choque”, confidenciou, enquanto o filho mostrava um retrato da ‘Luz do Sameiro’.
João Gabina sempre foi pescador. No regresso da última viagem que fez com os camaradas os médicos detectaram-lhe apneia do sono, que mais tarde se descobriu estar relacionada com um problema no coração. Caso contrário teria partido para a Nazaré no domingo à noite, como todas as semanas os pescadores fazem, depois de gozar o fim-de-semana.
“O mar leva os grandes e os fortes”, sussurravam os vizinhos. “Aqui, nesta terra, sofremos muito a morte dos outros, porque não há ninguém que não tenha um familiar pescador e não saiba a dor de perder alguém no mar”, explicou Maria do Alívio. “Vamos viver sempre com esta dor: a de vermos o mar levar os que amamos”, diz de lágrimas nos olhos.
"DEIXARAM OS HOMENS MORRER"
O dono da embarcação que naufragou ontem ao largo da praia da Légua, Pataias, criticou as autoridades por não terem resgatado com vida os tripulantes, que foram avistados ainda vivos pouco depois do acidente. Para o proprietário do barco, Manuel Gavina Maio, que é também pai do mestre da embarcação, as autoridades “deixaram os homens morrer” a poucos metros da praia. “Eu não percebo. Se eles estavam lá ainda com vida porque é que não os foram buscar?”, interrogou Manuel Maio, visivelmente transtornado com a situação.
José Saldanha estava a chegar à praia da Légua quando viu a embarcação já desgovernada. “Vinha a direito para a praia e eu fui a correr lá acima telefonar para o 112. Quando voltei a olhar para o mar já o barco se tinha tombado”, contou ao CM. José Saldanha não poupa críticas à falta de meios de socorro. “Se a ajuda tivesse chegado a tempo, pelo menos quatro tinham sido salvos. Muito aguentaram eles, que estiveram quase duas horas à espera de socorro. Foi até perderem as forças”, conclui.
AVISO POR TELEMÓVEL
Era 08h30 quando o telemóvel do patrão do salva-vidas na Nazaré tocou a avisá-lo do naufrágio. “Estava no café, em S. Martinho do Porto, onde vivo. Avisei o marinheiro, que mora mais perto, para ir tratando do barco, meti-me na mota e parti”, contou ao CM o patrão António. A viagem durou 15 minutos. Antes das 09h00 já o salva-vidas rumava ao encontro do ‘Luz do Sameiro’. “Deviam estar à pesca de robalo, que anda na rebentação. A cobiça desse peixe leva a que se arrisque e se cometam erros”, disse.
"A MORTE NO MAR É A MAIS TRÁGICA"
Nos 26 anos que leva como pároco de Caxinas, o padre Domingos Araújo já enterrou 79 pescadores da terra. O CM encontrou-o ontem na sua residência, acabado de regressar de um retiro espiritual em Fátima, e minutos depois de ter sido informado pelo irmão do naufrágio da embarcação ‘Luz do Sameiro’.
“Quando há um acidente no mar há sempre um caxineiro que morre”, disse com a voz embargada de emoção e mãos na cabeça. “É um drama para todos os que aqui vivem porque os pescadores são considerados pelo povo como filhos da terra”, explicou, enquanto recordava a tragédia de 2004, que também vitimou seis pescadores de Caxinas a bordo da traineira ‘Salgueirinha’.
“É um grande sentimento de perda e angústia. Os trabalhadores da terra são quase todos pescadores, pelo que a morte no mar é sentida pelas pessoas como a mais trágica de todas”, adiantou o padre Domingos, antes de se retirar.
A TERRA DA DESGRAÇA
Dois anos depois do naufrágio da ‘Salgueirinha’, em Outubro de 2004, a pequena comunidade de Caxinas volta a envergar o luto. Em surdina murmura-se que o local é a “terra da desgraça”.
José tem 68 anos e sabe do que fala. “Os pescadores da ‘Salgueirinha’ eram todos meus familiares, a vida no mar é muito ingrata para os que nela trabalham”, confidenciou ao CM. Também Maria do Alívio sussurrava a revolta, enquanto atendia as clientes que durante a tarde lhe foram passando pelo minimercado. “Conhecia os Cartucho, por serem meus vizinhos”, disse. “O João nem era para ir para o mar desta vez, porque andava com problemas de saúde e os médicos até lhe tinham dado pouco tempo de vida”, acrescentou. No mercado do peixe contava-se que o pai da mulher do mestre Inácio também terá morrido num naufrágio. “É uma desgraça, não há outro nome.”
BUSCAS RECOMEÇAM
As buscas para encontrar os corpos dos três pescadores que ainda estão desaparecidos vão ser retomadas hoje de manhã.
IRMÃOS E CUNHADOS
Entre os tripulantes estavam dois pescadores que são irmãos (Fernando e João Cartuxo) e mais dois cunhados (José Viana e Ricardo Marques).
CORPO SEM NOME
O último corpo a ser recuperado ainda não foi identificado. Eram 16h05 quando deu à costa, na praia de Vale Furado, 3,5 km a Norte do acidente.
MAR DEVOLVE DOIS
O primeiro corpo, de Fernando Cartuxo, foi encontrado às 10h15, na praia da Légua. Pelas 15h09 o recuperador do helicóptero resgatou o corpo de José Viana. Estava no convés.
FAMÍLIAS VIAJAM
As famílias dos seis pescadores mortos seguiram ontem à tarde para a Nazaré, num autocarro cedido pela Câmara Municipal de Vila do Conde. A autarquia vai oferecer o local onde serão sepultados, como fez com os tripulantes da ‘Salgueirinha’.
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