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Capacetes esmagados ou sapatos ensanguentados: os objetos que contam o 11 de Setembro

Entre os escombros do World Trade Center ficaram milhares de objetos. Há 25 anos, os atentados de 11 de Setembro fizeram quase três mil mortos e deixaram um cenário de destruição no coração de Nova Iorque.

11 de setembro de 2026 às 09:31

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Capacete do bombeiro Kevin M. Prior, da Squad 252. Foi recuperado nos escombros severamente esmagado, com o visor separado e o couro deformado. O corpo de Prior só foi recuperado três semanas depois.   A mãe, Marian, queria desesperadamente recuperar o capacete. Acabou por descobrir onde estava depois de aparecer num programa de televisão.
Par de sapatos ensaguentados de Linda Raisch-Lopez, uma mulher que começou a abandonar a Torre Sul, desde o 97.º andar, depois de ver a Torre Norte em chamas. Caminhou até ao ferry que a levava até Nova Jersey e foi aí que se apercebeu que o sangue dos seus pés, cortados e com bolhas, tinha manchado os sapatos.
Relógio do bombeiro Michael T. Quilty, da Ladder Company 11. O relógio foi encontrado partido em 14 pedaços.O bombeiro tinha celebrado o seu 20.º aniversário no corpo de bombeiros de Nova Iorque apenas seis dias antes dos ataques. Tinha 42 anos.
David Handschuh era fotógrafo do New York Daily News e estava a trabalhar quando ficou ferido no colapso da Torre Sul. Os sapatos que tinha calçados naquele momento ficaram completamente cobertos de pó. Guardou-os e mais tarde ofereceu-os ao Museu.
Esta escada ligava a praça do World Trade Center à Vesey Street e foi utilizada por centenas de pessoas para escapar durante o ataque. Sobreviveu ao colapso e acabou preservada como um dos símbolos da sobrevivência.
Aliança de Robert Joseph Gschaar, casado com Myrta. Durante os 11 anos de casamento ambos andavam sempre com uma nota de dois dólares, uma lembrança de Robert de que eram um par. A 11 de setembro, encontrava-se a trabalhar no 92.º andar da Torre Sul. Robert tinha 55 anos.
Camião da Ladder 3 do departamento de bombeiros de Nova Iorque destruído. O camião estava estacionado perto da Vesey Street. Os danos foram provocados pelo colapso das Terres Gémeas.
Enquanto o World Trade Center estava destruído, a Capela de St. Paul permaneceu de pé e transformou-se num centro de apoio aos trabalhadores de Ground Zero. Durante o período de recuperação funcionou como um centro de descanso e apoio 24 horas por dia, onde bombeiros, polícias e outros trabalhadores podiam comer, dormir e receber cuidados médicos.
Um trabalhador chamado Frank Silecchia encontrou, a 13 de setembro, duas peças de aço que formavam uma cruz no meio dos destroços.   A estrutura tinha cerca de cinco metros de altura e acabou por se tornar um símbolo religioso para muitas das pessoas que trabalhavam em Ground Zero.
A árvore que salvou a capela de St. Paul, que estava praticamente ao lado do World Trade Center e sobreviveu aos ataques. Os destroços do ataque atingiram a árvore, que acabou arrancada do solo, mas terá ajudado a proteger o edifício. As raízes foram posteriormente transformadas numa escultura de bronze chamada Trinity Root.
Carteira de Richard Dawson, um homem inglês que estava numa conferência no 106.º andar da Torre Norte. Tinha 32 anos.   A carteira foi recuperada severamente danificada, queimada e deformada. Dentro estavam cartões de crédito, documentos de identificação e dinheiro.
Cartão de identificação de Lyudmila Ksido, uma mulher que trabalhava na Marsh & McLennan e estava no 94.º andar da Torre Norte. Tinha 46 anos e era mãe de três filhos.

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