Caso Epstein: a misteriosa morte do predador na prisão

O alegado suicídio de Jeffrey Epstein, na prisão, aconteceu numa madrugada em que houve várias falhas na segurança da prisão.

09 de março de 2026 às 01:30
Jeffrey Epstein Foto: Direitos Reservados
Jeffrey Epstein com Howard Lutnick (secretário do Comércio dos Estados Unidos) na ilha das Caraíbas Foto: Direitos Reservados
Donald Trump com Jeffrey Epstein numa festa Foto: Direitos Reservados
Ghislaine Maxwell e Jeffrey Epstein são figuras centrais num escândalo de abuso Foto: Direitos Reservados

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A morte do financista norte-americano Jeffrey Epstein, no Centro de Detenção Metropolitana, em Nova Iorque, a 10 de agosto de 2019, volta levantar dúvidas, após a divulgação de novos detalhes sobre os momentos que antecederam a descoberta do corpo. Sabe-se agora que Tova Noel, guarda da prisão onde estava detido Jeffrey Epstein, terá pesquisado o nome do predador sexual poucos minutos antes de ser encontrado morto na sua cela. 

O histórico de pesquisas do computador comprovam-no, apesar da guarda ter afirmado, às autoridades, não se lembrar de ter feito essa pesquisa, o que adensa as dúvidas sobre a vigilância e o comportamento dos funcionários naquela madrugada. Esta é a mesma funcionária que, de acordo com as investigações, terá feito um depósito de cinco mil dólares (cerca de quatro mil euros) dez dias antes da morte do magnata norte-americano e que posteriormente foi acusada de falsificar os registos prisionais sobre as verificações do estado de Epstein durante a noite anterior ao seu alegado suicídio. 

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Na noite do óbito, Noel, que começou a trabalhar no estabelecimento prisional onde Epstein estava detido em 7 de julho de 2019, precisamente um mês antes de o financista morrer, não cumpriu as rondas de vigilância estipuladas pelas regras da prisão de Manathan e, em vez disso, cumprou móveis on-line e fez uma sexta. 

Todavia, pelas 5h42, já estava acordada e, a esta hora fez a primeira pesquisa no Google: as "últimas notícias sobre Epstein na prisão". Repetiu a busca on-line pelas 05h52, cerca de 40 minutos antes de um outro guarda, Michael Thomas, ter encontrado o magnata morto. Em interrogatório, a guarda prisional defendeu-se, alegando que todos os funcionários do estabelecimento prisional deixaram de fazer as rondas à cela de Epstein e que era normal falsificarem os registos noturnos.

A investigação permitiu ainda concluir que também se verificaram problemas técnicos com câmaras de vigilância próximas da cela, o que dificultou a reconstrução completa do que aconteceu durante a madrugada. A morte do financeiro pôs fim às investigações da rede de exploração e tráfico de jovens mulheres por ele montada e, obviamente, permitiu que muitos dos poderosos que com ele lidavam respirassem de alívio.  

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O escândalo na TV

Em Hollywood, já começou a corrida para transformar as polémicas que envolvem o antigo príncipe André, irmão do rei Carlos III, em série ou filme. Entretanto, já se sabe 'The Crown', um dos grandes êxitos da Netflix, pode incluir novos episódios. Amazon e Disney também competem pelos direitos de adaptação.

Nos bastidores, correm rumores sobre uma temporada especial de "The Crown", que poderá retratar os episódios mais dramáticos da vida de Andrew Mountbatten-Windsor. Fonte próxima da produção revelou que já conversações com a produtora Left Bank Pictures, detentora dos direitos, sobre uma "temporada limitada que explore escândalos reais" ou até uma minissérie sobre o ex-duque de Iorque, "tão dramática, ou mais, do que episódios sobre a abdicação ou a morte de Diana".

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Um responsável da Disney Studios afirmou que as propostas dos argumentistas para adaptar a história se têm multiplicado em cima da sua mesa e, do lado da Amazon, Jeremy Brock, argumentista da série 'A Very Royal Scandal', baseada na polémica entrevista do duque à BBC em 2019, afirmou haver discussões para a criação de um drama sobre "a sua queda contínua".  

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