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Caso Epstein: Provas contra Trump podem ter sido ocultadas

Democratas suspeitam que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos terá protegido o presidente norte-americano.

08 de março de 2026 às 01:30

Os novos documentos sobre o caso Jeffrey Epstein que revelam que, nos anos 80, o pedófilo terá levado uma adolescente (entre os 13 e os 15 anos, na época) a Donald Trump para ser abusada sexualmente, surgem no contexto de várias críticas ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), acusado por democratas de possível ocultação de materiais com alegações contra o presidente norte-americano.

Recorde-se que a alegada vítima afirma que foi levada para um apartamento, numa arranha-céus, algures em Nova Iorque ou Nova Jersey, onde Trump terá tentado forçá-la a praticar sexo oral. Nesse momento específico a menor resistiu, mordendo os genitais do atual presidente dos EUA. Mas apesar de ter escapado às primeiras investidas, os abusos terão sido consumados posteriormente, em data não especificada no processo.

Tanto a vítima como pessoas que lhe eram próximas receberam ameaças através de chamadas telefónicas. Embora sem discriminar quando é que estas ocorreram, a mulher informou ainda o FBI que acreditava que as ameaças estavam relacionadas com Epstein e, em voz baixa, terá dito ainda que “se não fosse Epstein, seria o ‘outro’”. Pressionada pelos agentes para revelar quem era o ‘outro’, ela respondeu que era Trump.

Este relato faz parte de um dossier com três entrevistas, ficheiros que segundo o DOj tinham sido classificados incorretamente como duplicados, razão pela qual só agora estão a ser tornados públicos.

Todavia, “nas últimas semanas, os democratas da supervisão têm analisado a forma como o FBI tratou as alegações de agressão sexual contra menor feitas em 2019 contra o presidente Donald Trump por uma sobrevivente”, afirmou o deputado Robert Garcia, membro sénior do comité, num comunicado divulgado na semana passada. Em resposta, o DOJ declarou que os democratas “devem parar de enganar o público enquanto tentam mobilizar a indignação da sua base radical anti-Trump”, garantindo também que “nenhum material foi eliminado”.

Las Vegas cancela David Copperfield 

O mágico David Copperfield anunciou que fará seu último espetáculo no MGM Grand em Las Vegas em abril. A notícia chega poucas semanas após a divulgação de documentos dos arquivos de Epstein terem revelado as ligações entre o ilusionista e o magnata que montou uma rede de exploração sexual. Tudo indica que o fim das apresentações - a 30 de abril - foi repentino. Em comunicado, a MGM agradece a dedicação de Copperfield ao longo de 25 anos e informa que reembolsará do público que tiver adquirido ingressos para os espetáculos reservados após essa data.

Também David Copperfield já reagiu nas redes sociais: falou “do que vem a seguir” e que esse sim “será o seu maior projeto de sempre”. Entre 2007 e 2009, Copperfield foi alvo de uma investigação criminal pelo alegado estupro de uma mulher que convidou para a sua ilha particular nas Bahamas. Também em 2007, um memorando do FBI alertava para a necessidade de aprofundar a investigação sobre as “relações” entre o mágico e Epstein, no sentido de apurar se compartilhavam da “predileção por menores” e “se encaminhavam possíveis vítimas uns aos outros”. 

Joe Biden conhecia as alegações

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou ao jornal ‘The Guardian’ que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) já tinha tinho conhecimento das acusações a Donald Trump há quatro anos, durante a presidência de Joe Biden. Leavitt justifica que não foram tomadas quaisquer medidas porque se “sabiam que o presidente Trump não tinha feito nada de errado”.

Os documentos em causa datam entre agosto e outubro de 2019 e não revelam a identidade da mulher.

À força

Beijos e apalpões não desejados, mãos em locais privados e até investidas mais sérias. São 25 as mulheres que acusaram Trump de abusos ao longo dos anos: da jornalista E. Jean Carroll, a ex-modelo Kristin Anderson ou a empresária Jill Harth. Em 2023, um júri federal considerou Trump responsável por abuso sexual e difamação da escritora E. Jean Carroll nos anos 90.

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