Chefe de gabinete de Starmer demite-se devido a nomeação de embaixador com ligações a Epstein

Posição de McSweeney tornou-se insustentável face à pressão sobre o primeiro-ministro britânico após divulgação de e-mails que mostravam relação de Mandelson com Epstein.

08 de fevereiro de 2026 às 18:33
Morgan McSweeney, chefe de gabinete de Keir Starmer Foto: Direitos Reservados
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Morgan McSweeney, chefe de gabinete de Keir Starmer, primeiro-ministro britânico, demitiu-se este domingo na sequência da nomeação de Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido nos EUA no ano passado, apesar de na altura serem já conhecidas as ligações de Mandelson a Jeffrey Epstein.

Mandelson, recorde-se, foi demitido do cargo após sete meses em Washington, em setembro de 2025, quando foram conhecidas as ligações a Epstein.

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“A decisão de nomear Peter Mandelson foi errada. Prejudicou o nosso partido, o nosso país e a confiança na política. Quando questionado, aconselhei o primeiro-ministro a fazer a nomeação e assumo a total responsabilidade por esse conselho”, indicou McSweeney em comunicado, que não resistiu  à pressão sobre Starmer após a divulgação de e-mails que mostravam relação de Mandelson com Epstein.

"Na vida pública, a responsabilidade deve ser assumida quando mais importa, não apenas quando é mais conveniente. Nessas circunstâncias, a única atitude honrosa é sair", acrescentou.

O primeiro-ministro Keir Starmer tinha sido alvo de fortes críticas depois de ter nomeado Peter Mandelson em 2025 numa altura em que já eram conhecidas as suas ligações a Epstein.

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Críticas que subiram de tom após o nome do ex-embaixador ter sido citado nos ficheiros Epstein como tendo fornecido informação privilegiada durante a crise financeira no Reino Unido em 2008 - na altura Peter Mandelson era responsável pela pasta da Economia do Reino Unido.

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