Epstein 'forneceu' mulheres a Al-Fayed para serem abusadas sexualmente pelo empresário egípcio

Mulher garante ser sido abusada sexualmente pelo empresário egípcio a bordo de um iate em Saint-Tropez, depois de ‘recrutada’ por Epstein.

16 de março de 2026 às 01:30
Mohamed Al-Fayed morreu em 2023 Foto: Shaun Curry/AFP
O milionário em St. Tropez ( julho de 1997) Foto: Getty Images
Era pai de Dodi, namorado de Diana Foto: Getty Images

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Jeffrey Epstein terá tido Mohamed Al-Fayed (1929-2023), antigo dono da loja de luxo Harrods (pai de Dodi Al-Fayed, namorado da princesa Diana), como ‘cliente’. O predador sexual terá recrutado várias mulheres para o empresário egípcio, para que estas fossem abusadas sexualmente. Uma dessas vítimas revelou agora tudo o que se passou ao ‘The Sunday Times’. À data dos factos, ‘Natalie’ (nome fictício) era uma jovem modelo. Epstein levou-a a encontrar-se com Al-Fayed em Saint-Tropez (França). “Tenho a certeza que era aquele homem”, diz. “Eu lembro-me bem do rosto dele. Nós não esquecemos essas coisas”, garante. “Levei muito tempo para perceber que o que aconteceu comigo foi tráfico de pessoas, mas acho que ainda há muito para desvendar.”

Foi no verão de 1997 que ‘Natalie’ diz ter sido contactada por Epstein sobre Al-Fayed através de mensagem: “Talvez tenhas aqui uma boa oportunidade. Este homem é muito influente. Devias encontrar-te com ele.” A violação aconteceu no iate de Al-Fayed, onde ‘Natalie’ diz que estava mais uma pessoa presente e que identifica como sendo o irmão deste, Salah. O empresário terá dito que queria experimentar “novas coisas” com ela.

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‘Natalie’ tinha apenas 17 anos quando foi apresentada a Epstein por alguém do mundo da moda, tendo a partir desse dia passado a viver sob o controlo do pedófilo. “Ele sabia sempre onde eu estava”, diz. As acusações de abusos sexuais a Al-Fayed não são novas. Em 2024, uma investigação da BBC revelou que o bilionário escolhia as suas vítimas a dedo. Já este ano, uma investigação em França descobriu uma suposta rede de tráfico sexual que operava por trás do Hotel Ritz, propriedade do egípcio, e dos iates que este tinha ancorados na Riviera. Mohamed Al-Fayed morreu em Londres, aos 94 anos.

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