Hillary Clinton diz que desconhecia atividades criminosas de Epstein e quer que Trump seja interrogado

Ex-primeira-dama dos EUA deixou ainda no ar que o Departamento de Justiça ocultou documentos que implicam o atual presidente dos EUA num alegado caso com uma menor.

26 de fevereiro de 2026 às 17:18
Foto: Direitos Reservados
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Hillary Clinton divulgou esta quinta-feira nas redes sociais a declaração completa feita hoje perante o Comité de Supervisão da Câmara dos Representantes, onde afirma que não tinha conhecimento das atividades criminosas de Jefrey Epstein.

Uma das notas mais importantes da declaração é quando a ex-primeira-dama dos EUA, e antiga candidata à presidência, faz uma referência ao atual presidente Donald Trump: 

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"Se esta Comissão estiver realmente empenhada em descobrir a verdade sobre os crimes de Epstein, não se baseará em entrevistas sensacionalistas para obter respostas do nosso atual presidente sobre o seu envolvimento; deverá questioná-lo diretamente, sob juramento, sobre as dezenas de milhares de vezes em que o seu nome aparece nos arquivos de Epstein."

A propósito da sua ligação a Epstein, foi taxativa: "Não fazia ideia das atividades criminosas. Não me lembro de ter tido qualquer contacto com o Sr. Epstein. Nunca viajei no seu avião nem visitei a sua ilha, casas ou seus escritórios. Não tenho nada a acrescentar a isso."

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Na mesma missiva, Hillary Clinton fala também das notícias que dão conta de que o Departamento de Justiça dos EUA terá ocultado documentos relacionados com alegações de abuso sexual de Donald Trump com uma menor.

"Um comité dirigido por autoridades eleitas, com um compromisso com a transparência, garantiria a divulgação completa de todos os arquivos. Isso garantiria que os arquivos protegessem as vítimas e os sobreviventes, e não homens poderosos e aliados políticos. Isso permitiria esclarecer as denúncias de que o Departamento de Justiça reteve entrevistas do FBI nas quais uma sobrevivente acusa o presidente Trump de crimes hediondos", disse.

Bill Clinton, entretanto, será ouvido esta sexta-feira pelo Comité de Supervisão da Câmara dos Representantes.

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