Maria Gomes de Melo, a empregada portuguesa de Epstein que surge nos ficheiros

Era mulher do mordomo brasileiro do predador sexual e cuidava sobretudo do apartamento de luxo que Epstein tinha em Paris.

16 de fevereiro de 2026 às 11:58
Maria Gomes de Melo Foto: Direitos Reservados
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De acordo com os ficheiros Epstein, o predador sexual terá tido vários funcionários domésticos de origem portuguesa e brasileira.

A estes funcionários, o multimilionário norte-americano terá pago várias viagens internacionais. Uma dessas empregadas foi Maria Gomes de Melo (mulher do mordomo de Epstein, o brasileiro Valdson Vieira Cotrin), que o serviu durante quase duas décadas - Maria era responsável pela limpeza e manutenção do apartamento que o norte-americano tinha em Paris, numa das zonas mais exclusivas da capital francesa.

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Em declarações ao The Telegraph, Maria Gomes de Melo afirmou que nunca presenciou nada de impróprio “com mulheres menores de idade em cerca de 20 anos, nem em Nova Iorque, nem na sua ilha privada, nem em Paris”. Assegura que as jovens iam “fazer massagens e cortar as unhas”, mas que “parava tudo por aí”. 

Maria Gomes de Melo é natural de Torre de Moncorvo, distrito de Bragança. É mulher de Valdson Vieira Cotrin, antigo mordomo que trabalhou para Epstein durante 18 anos. Ambos trabalhavam no luxuoso apartamento que Epstein tinha em Paris, com oito suites, ginásio e uma sala de massagens.

"Se algo anormal ou assustador tivesse acontecido, se alguém tivesse gritado ou sido agredido, eu teria ligado para a polícia. Mas eu não vi nada", referiu Valdson Vieira Cotrin ao The Telegraph.

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"Com base no que que vivi com ele, ele não era o homem que dizem que ele era. Confiava completamente em mim. Eu era motorista, cozinheiro, empregado doméstico, eu fiz tudo em Paris, era o único funcionário a tempo inteiro. Trabalhei para ele de 2001 até à sua morte. Se alguém pudesse ter visto algo, esse alguém era eu. Ninguém mais”, acrescentou Valdson.

Ao jornal inglês, Maria Gomes de Melo corroborou as palavras do marido: "Nunca vimos nada de impróprio com qualquer rapariga menor em mais de 20 anos que trabalhámos para Jeffrey Epstein."

No site do Departamento de Justiça norte-americano há pelo menos cinco referências ao nome da portuguesa, na grande maioria reservas de viagens e bilhetes de avião, quase sempre entre Paris e Nova Iorque. Há uma outra viagem para o Brasil, de onde Valdson era natural.

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