Palácio de Buckingham "pronto para apoiar" a polícia nas investigações sobre ligação do ex-príncipe André a Epstein

André terá fornecido informações confidenciais ao predador sexual, de acordo com novos ficheiros vindos a público.

09 de fevereiro de 2026 às 18:53
O rei Carlos III de Inglaterra Foto: Direitos Reservados
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Depois do príncipe William e Kate Middleton terem afirmado que estão "profundamente preocupados" com as revelações que continuam a surgir sobre as ligações do ex-príncipe André ao predador sexual Jeffrey Epstein, o rei Carlos III está disponível para apoiar toda e qualquer investigação das autoridades relativamente aos factos vindo a público envolvendo Andrew Mountbatten-Windsor.

"O Rei deixou clara, em palavras e por meio de ações sem precedentes, a sua profunda preocupação com as alegações que continuam a vir à tona a respeito da conduta do Sr. Mountbatten-Windsor. Embora as alegações específicas em questão devam ser abordadas pelo Sr. Mountbatten-Windsor, se formos contactados pela polícia estaremos prontos para apoiá-los, como seria de se esperar", informou à BBC um porta-voz do Palácio de Buckingham.

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"Como já foi dito, os pensamentos e a solidariedade de Suas Majestades estiveram, e continuam a estar, com as vítimas de todas e quaisquer formas de abuso", acrescentou.

O antigo príncipe André partilhou, em 2010 e 2011, informações confidenciais do seu trabalho como enviado comercial do Reino Unido com o financeiro norte-americano e criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, segundo documentos divulgados nos Estados Unidos.

Com base nesses documentos, a BBC noticiou no domingo que uma série de e-mails mostram que André, despojado dos títulos pelo rei Carlos III em outubro passado devido aos seus laços com o magnata, enviou a Epstein detalhes das suas viagens oficiais a Singapura, Vietname, Shenzhen e Hong Kong, bem como relatórios dessas visitas elaborados pelo seu assistente, Amit Patel, pouco depois de os receber.

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Enviou ainda ao empresário, que morreu na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores, informações sobre oportunidades de investimento no Afeganistão, que seriam supervisionadas pelas forças britânicas e financiadas pelo Governo do Reino Unido.

A BBC refere que uma das mensagens sobre as suas atividades oficiais é datada de cerca do Natal de 2010, apesar de Andrew Mountbatten-Windsor, como é conhecido, ter declarado numa entrevista de 2019 que tinha rompido todos os laços com Epstein no início de dezembro desse ano.

Noutro e-mail, datado de 09 de fevereiro de 2011, o segundo filho da Rainha Isabel II sugere ao seu amigo que invista numa empresa de capital privado que tinha visitado recentemente, segundo a estação pública.

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