Políticos, empresários, académcos e artistas, entre os quais o cineasta e ator Woody Allen, faziam parte da carteira de 'amigos' de Epstein. Assistente Lesley Groff é o nome mais referido.
Jeffrey Epstein tinha uma teia de 137 contactos (109 homens e 28 mulheres) ao mais alto nível, entre políticos, empresários, académicos e artistas. Segundo um levantamento feito pelo ‘El País’, com base nos mais de três milhões de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, 16 desses contactos enfrentaram consequências legais e dezenas de outros sofreram repercussões profissionais em mais de uma dúzia de países. Oito dos 137 perfis analisados foram acusados de crimes sexuais por Virginia Giuffre, a principal vítima de Epstein, entre eles, o ex-príncipe André e Ghislaine Maxwell, a principal cúmplice do predador sexual.
De entre as pessoas mais mencionadas nos documentos, que abrangem o período de 2000 a 2019, Lesley Groff, assistente de Epstein por quase duas décadas, lidera, aparecendo 163 mil vezes em emails e documentos judiciais. As suas tarefas incluíam organizar jantares, comprar bilhetes para espetáculos, fazer depósitos em dinheiro e coordenar acomodações nas residências do milionário. Já Ghislaine Maxwell aparece 17 mil vezes. Darren Indyke, advogado de Jeffrey Epstein de 1995 até à sua morte, aparece 18 mil vezes, enquanto Boris Nikolic, ex-conselheiro da Fundação Bill Gates e elo fundamental entre o bilionário e a Microsoft, que foi nomeado executor do testamento de Epstein, aparece cerca de 14 mil vezes.
Também Woody Allen é um dos nomes mais referenciados nos ficheiros. Vizinho de Epstein em Nova Iorque, aparece 7 mil vezes nos documentos. Sabe-se que o cineasta abordou o bilionário para conseguir que a sua filha fosse admitida na universidade. Já Ehud Barak, primeiro-ministro israelita de 1999 a 2001, é mencionado 4 mil vezes. Discutiu política e planos de negócios com o milionário americano. Dos 137 nomes, 23 ocupavam ainda posições de destaque no meio académico, incluindo o especialista em genética George Church, a quem Epstein pediu para analisar seus genes (fez-lhe várias doações milionárias).
A agenda de Epstein era tão preenchida que os ficheiros revelam, como exemplo, o dia 1 de maio de 2011, em que, em apenas 24 horas, o pedófilo se encontrou com o diplomata Terje Rod-Larsen; o ex-executivo dos hotéis de Donald Trump, Nick Ribis; o jornalista Michael Wolff; o então secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick; o cineasta Woody Allen e sua esposa, Soon-Yi Previn; e ainda participou num jantar na casa da estilista Vera Wang.
Condenação afetou contactos
A rede de 137 contactos que Jeffrey Epstein alimentou entre 2000 e 2019 reduziu consideravelmente após a condenação e prisão do pedófilo em 2008 - por aliciar uma menor para prostituição -, mas ainda assim o empresário conseguiu manter ativos 65 contactos da sua lista.
O que Clinton e Trump alegam
Algumas das figuras referenciadas nos documentos garantem que só contactaram com Epstein muito antes de as primeiras acusações virem à tona. Entre eles estão o ex-Presidente Bill Clinton, que fez diversas viagens no jato particular de Epstein entre 2002 e 2003, ou Donald Trump, que conheceu Epstein na década de 1980, mas que afirma que o relacionamento terminou em 2004.
Naomi Campbell apanhada na teia
A rede de contactos de Epstein incluía pessoas de todas as esferas, como o guru do bem-estar Deepak Chopra, os pilotos Brian Vickers e Eddie Irvine, o ilusionista David Copperfield e até Naomi Campbell. A supermodelo conheceu-o em 2001 e convidou-o para a festa dos seus 40 anos em Cannes (França), em 2010. Os seus advogados, no entanto, afirmam que Naomi desconhecia as acusações de abuso sexual.
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