Os incêndios, cheias, desastres aéreos e homicídios que marcam a memória coletiva dos portugueses.
1 de janeiro de 1980 | Terramoto nos Açores fez 71 vítimas mortais
Eram 15h42 locais (16h42 em Lisboa) quando a terra tremeu nos Açores como não acontecia há mais de 200 anos, afetando sobretudo as ilhas Terceira, Graciosa e São Jorge. Morreram 71 pessoas e mais de 400 ficaram feridas. O terramoto, de 7.2 na escala de Richter, danificou cerca de 15 500 habitações e deixou mais de 20 mil desalojados. O sismo causou ainda um tsunami de pequena magnitude, registado nos marégrafos de Angra do Heroísmo e Horta com amplitudes de 28 cm e cinco cm, respetivamente. A ajuda chegou de vários países (EUA, Canadá, Japão, Alemanha, França, Reino Unido). O maior sismo, até então, tinha sido registado em 9 de junho de 1757, provocando mais de mil mortes.
4 de dezembro de 1980 | Atentado ou acidente? A dúvida permanece
Acidente ou atentado? A dúvida permanece e é provável que nunca seja desfeita. Certo é que o bimotor Cessna C421 onde viajavam o primeiro-ministro , Sá Carneiro, e o ministro da Defesa, Amaro da Costa, com as respetivas esposas, caiu menos de um minuto após a descolagem do Aeroporto de Lisboa, no Bairro das Fontainhas, em Camarate. A notícia chegou via RTP. Eram 21h29 . Tinham como destino o Porto, onde iam participar no comício de encerramento do general Soares Carneiro, candidato às presidenciais de 7 de dezembro.
8 de setembro de 1985 | Morreram 14 bombeiros na tragédia de Armamar
Foi um incêndio tremendo! Durante dois dias, o fogo brincou com os Bombeiros de Armamar, mas conseguiram apagá-lo. Estavam nas operações de rescaldo quando o inferno desceu dos céus. Uma trovoada muito forte semeou um mar de chamas. Criou-se uma cortina de fumo, que o vento transformou em nevoeiro. Ficaram cegos. Quando quiseram fugir, já não tiveram hipóteses. Eram dezassete. Morreram catorze. Ironia do destino: pouco depois, começou a chover torrencialmente.
11 de setembro de 1985 | ‘11 de setembro português’ matou mais de 150 pessoas
Mais de 40 anos depois, continua por se saber quantas pessoas morreram no choque frontal entre um comboio Sud-Express, com destino a Paris, com mais de 400 emigrantes, e um regional, que seguia para Coimbra. O acidente ocorreu entre Mangualde e Nelas, na Linha da Beira Alta, perto do apeadeiro de Moimenta-Alcafache. Estima-se que tenham sido 150. Foi a maior catástrofe ferroviária ocorrida em Portugal. O inquérito ao acidente concluiu que se tratou de erro humano. Foram constituídos quatro arguidos: dois chefes de estação, o agente do posto de comando em Coimbra e a guarda de passagem de nível. O caso foi julgado em Mangualde, ao longo de quatro anos. Foram todos absolvidos.
14 de junho de 1986 | Cercados pelo fogo com ventos superiores a 90 km/h
A tragédia deu origem a um livro, ‘Cercados pelo fogo em Águeda’, de Domingos Xavier Viegas. Ali se lê que mão criminosa colocou um foco de incêndio em Urgueira, no Caramulo. Com ventos superiores a 90 km/h, o fogo desenvolveu-se com muita violência. Cinco das viaturas de bombeiros, e duas viaturas civis, que partiram em socorro das populações, tiveram de voltar para trás, mas foram surpreendidas pelas chamas, na EN230. No turbilhão de fogo que se gerou, 13 bombeiros (9 de Águeda e 4 da Anadia) e três civis perderam a vida.
25 de agosto de 1988 | O dia em que ardeu o coração de Lisboa
Nunca se chegou a saber oficialmente a origem do incêndio que mudou a Baixa de Lisboa para sempre. O fogo começou nos Armazéns Grandela e rapidamente alastrou a habitações, lojas e escritórios das ruas do Carmo, Garrett e outras. Demorou 10 horas a ser controlado. Morreram duas pessoas, 73 ficaram feridas e mais de 300 desalojadas. As chamas destruíram 18 edifícios e cerca de uma centena de lojas. Mais de 2000 pessoas perderam o local de trabalho. O número de bombeiros envolvidos diz bem da grandeza da tragédia: 1150.
21 de fevereiro de 1989 | Avião colide com Pico Alto e faz 144 vítimas mortais
A 21 de fevereiro de 1989 aconteceu o acidente aéreo mais trágico em Portugal. Em Santa Maria, nos Açores, um Boeing 707 da companhia Independent Air colidiu com o Pico Alto. Quando se preparava para aterrar, o avião, que deveria estar a uma altura de três mil pés (cerca de 900 metros), voava a dois mil (aproximadamente 610 metros). Isso, juntamente com a inexperiência da tripulação, as falhas de comunicação com os controladores do aeroporto e um plano de voo incorreto, acabou por ter um desfecho trágico. O Boeing 707 acabaria por colidir com o Pico Alto, rompendo tanques de combustível e parte da fuselagem. A explosão da aeronave espalhou destroços e pedaços de corpos por uma vasta área. O acidente matou os sete tripulantes e os 137 passageiros que tinham saído do Aeroporto de Bérgamo, em Itália, com destino a Punta Cana, na República Dominicana.
21 de dezembro de 1992 | O desastre que acabou com o avião partido ao meio
A seguir ao acidente de Santa Maria, esta foi a mais grave tragédia a envolver um avião em Portugal. No caso, um voo proveniente de Amesterdão aterrou em Faro em condições adversas. No meio da tempestade, o avião aterrou de forma muito dura, excedendo os limites estruturais do fabricante. Quando aterrou, o trem do lado direito partiu-se, o tanque de combustível dessa asa acabou por explodir e o avião partiu-se em dois. Com 327 passageiros e 13 tripulantes a bordo, houve apenas 56 mortes graças à rápida atuação dos meios de socorro.
11 de dezembro de 1999 | Pico da Esperança fatal para 35 pessoas
Dez anos após o acidente mais trágico, eis que outra tragédia voltou a acontecer nos Açores. Desta feita, com um avião da SATA que fazia a ligação entre Ponta Delgada e as Flores. A aeronave fez um desvio de rota sem que a tripulação se apercebesse e acabou por colidir com o Pico da Esperança, na ilha de São Jorge. Todos os passageiros (31) e a tripulação (quatro pessoas) acabariam por morrer. Quando se aperceberam do impacto iminente, os pilotos ainda aumentaram a potência, mas não conseguiram contornar a montanha.
9 de maio de 2000 | A cegonha que deixou Portugal às escuras
Praticamente 25 anos antes do apagão de 2025, Portugal teve um outro. Mais curto, de duas horas, toda a cidade de Lisboa, a margem sul do Tejo, Alentejo e Algarve. Tudo por culpa de uma cegonha, que embateu numa linha de alta tensão em Lavos, Figueira da Foz. Isto causou um disparo numa subestação de Rio Maior. Com a metade Sul do País às escuras a partir das 22h00, a energia só regressaria pela meia-noite. Apesar de caricato, o Governo liderado por António Guterres acabou por abrir um inquérito ao caso para apurar responsabilidades.
4 de março de 2001 | A ponte que ruiu e demitiu o ministro
Numa altura de chuva intensa, que causara um aumento do caudal do rio Douro, o quarto pilar da ponte Hintze Ribeiro ruiu, destruindo parte do tabuleiro, que caiu à água. Tudo devido à extração excessiva de areia do fundo do rio. Isto, conjugado com os caudais, contribuiu para a erosão e a sustentação do pilar acabaria por ceder. O acidente fez 59 mortos, incluindo os passageiros de um autocarro e três carros que tentavam cruzar o rio. Na sequência do desastre, o então ministro do Equipamento Social, Jorge Coelho, acabaria por se demitir.
24 de março de 2001 | A excursão a Fátima que acabou em acidente fatal
Quando regressava a casa, em Travassós de Cima (Viseu), um autocarro que transportava 40 idosos do Centro Comunitário de Rio de Loba, vindos de uma excursão a Fátima, despistou-se no IP3, junto a Santa Comba Dão. O acidente foi um dos mais graves em Portugal, causando 14 mortos e 22 feridos. Tudo porque o veículo ficou caído numa ravina de difícil acesso, com mais de 10 metros de altura, o que complicou as operações de resgate. Tal exigiu iluminação artificial para se poderem retirar os feridos e os corpos das vítimas.
Julho e agosto de 2003 | O ano em que as chamas consumiram mais área
Nunca, até agora, ardeu uma área tão grande em Portugal. Ao queimarem mais de 400 mil hectares de floresta, os incêndios de 2003 ficaram na história do País como os que mais área consumiram. Devido a estes incêndios, várias centenas de pessoas tiveram de ser retiradas de casa. Pelo meio houve ainda 85 que ficaram desalojadas. As chamas em 2003 fizeram ainda 18 mortes. Numa das maiores vagas de calor de sempre, as zonas do Médio Tejo e do Alto Alentejo foram as mais fustigadas. O Pinhal de Leiria perdeu um quarto da sua área.
21 de janeiro de 2005 | Jusmino matou metade da aldeia e suicidou-se
Carlos, bombeiro de S. João da Pesqueira, foi o primeiro a chegar a São Xisto. Acompanhava os trabalhos em terrenos agrícolas de que era proprietário quando dois populares apareceram à sua frente aos gritos: “O senhor Jusmino já matou uns poucos.” O primeiro corpo que viu foi o de Ernesto. Estava tombado na rua. Perto da porta de casa do homicida, estava outro corpo sem vida, o de Etelvina, mulher de Ernesto. Na casa de Jusmino, encontrou a mulher dele, Maria, também já sem vida. Jusmino, que tinha dado um tiro no seu próprio peito, ainda respirava, mas morreu pouco depois. Por ciúmes, matou a mulher, os compadres e suicidou-se. A aldeia, na altura com sete habitantes, perdeu quatro.
20 de fevereiro de 2010 | Rios de água e lama inundam ‘Pérola do Atlântico’
Foi uma das piores tempestades da história da Madeira. Chuvas torrenciais desencadearam enxurradas nunca vistas, levando tudo à frente. Rios de água e lama, que provocaram 51 mortos, 250 feridos, centenas de desalojados e prejuízos superiores a mil milhões de euros. Foram afetadas mais de 1200 habitações, 400 das quais ficaram completamente destruídas. Choveu tanto e em tão pouco tempo que as embarcações do Socorro a Náufragos navegaram pelas ruas do Funchal para retirar pessoas de diversos locais.
23 de agosto de 2010 | Nevoeiro e chuva miudinha espalham terror na A25
O nevoeiro cerrou de repente, por entre a chuva miudinha, e os carros começaram a bater nos outros. Foi na A25, que liga Aveiro a Viseu. Dois choques em cadeia, na zona de Sever do Vouga, em ambos os sentidos, quase em simultâneo e a poucas centenas de metros de distância. Envolveram mais de 50 viaturas, 12 das quais arderam. Seis pessoas morreram e 72 ficaram feridas. Um camionista foi condenado a 3 anos e 9 meses de prisão com pena suspensa. Foram acusados outros quatro condutores, mas não chegaram a julgamento por falta de provas.
25 de junho de 2011 | Angélico morre após acidente a mais de 200 km/h
Pouco passava das 3h00 quando, em 25 de junho de 2011, Angélico Vieira se despistou, ao quilómetro 258,9 da A1, na zona de Estarreja, no sentido Porto-Lisboa, após o rebentamento de um pneu. Seguia ao volante de um BMW 635, a uma velocidade entre 206,81 e 237,30 quilómetros por hora. Perdeu o controlo da viatura, que capotou várias vezes. Exames realizados no hospital afastaram a hipótese de Angélico ter consumido substâncias ilícitas ou de estar alcoolizado. Membro dos D’ZRT, o cantor e ator estava acompanhado por três amigos. Um morreu no local, os outros dois ficaram feridos. Angélico chegou ao Hospital de São António, no Porto, em estado crítico. Faleceu três dias depois. O País ficou em choque. Foi a segunda morte em circunstâncias trágicas de um ídolo da geração ‘Morangos’. Em abril de 2006, Francisco Adam também morreu num acidente na estrada.
15 de dezembro de 2013 | Praxe académica termina em tragédia
Numa praxe académica, seis estudantes da Universidade Lusófona morreram afogados na praia do Meco, em Sesimbra. Do grupo que esteve no local, apenas João Gouveia, o ‘dux’ da universidade, sobreviveu. O caso - que originou uma longa batalha judicial, que opôs as famílias das vítimas ao sobrevivente e à universidade - reacendeu o debate sobre as praxes académicas. Em tribunal, as famílias exigiam uma indemnização a rondar os 1,3 milhões de euros. O processo terminou com a absolvição de João Gouveia e da Lusófona.
14 de janeiro de 2015 | Corpos de pescadores nunca foram encontrados
Por volta das 03h00 da manhã, a embarcação de pesca ‘Santa Maria dos Anjos’ foi surpreendida por uma onda e virou, junto à praia das Maçãs, Sintra. Dos seis tripulantes (quase todos das Caxinas), apenas um se salvou, conseguindo nadar até terra. Foi encontrado com falhas de memória e em estado de choque. A embarcação, comprada a um armador da Póvoa de Varzim, tinha registo em Olhão, datado de 1977. Apesar das buscas da Polícia Marítima, da Marinha e dos bombeiros, os corpos dos outros cinco pescadores nunca foram encontrados.
6 de outubro de 2015 | A chegada da faina que termina em naufrágio
Com sete tripulantes a bordo, o arrastão ‘Olívia Ribau’ afundou-se ao tentar entrar no porto de pesca da Figueira da Foz, após mais uma faina, quando sofreu uma vaga de mar lateral. O acidente aconteceu por volta das 19h00 e o helicóptero de socorro demorou quase duas horas a chegar. Cinco dos sete homens perderam a vida nesta tragédia. Apenas os irmãos Paulo e Adriano Conceição foram resgatados com vida por uma mota de água da Polícia Marítima. As operações de busca e salvamento das autoridades duraram uma semana.
24 de março de 2016 | Páscoa fatal para 12 emigrantes na Suíça
Na véspera de Páscoa, um grupo de emigrantes portugueses na Suíça sofreu um acidente rodoviário no centro de França, perto de Lyon. O miniautocarro em que seguiam, rumo a Portugal, desviou-se para a via de trânsito contrária e acabou por bater de frente num camião, que circulava em sentido contrário. A estrada em que seguiam era conhecida por ser perigosa e propícia a acidentes. O motorista da carrinha sobreviveu (tal como os ocupantes do camião), mas os 12 emigrantes portugueses que regressavam ao país natal acabaram por morrer.
17 de junho de 2017 | 'Estrada da morte' em Pedrógão Grande
O incêndio em Pedrógão Grande nasceu de uma trovoada seca. Juntando-se depois a um outro, com origem em Góis, alastrando pela Pampilhosa da Serra e Arganil, dando origem ao fogo mais mortífero de sempre em Portugal: 66 mortos (65 civis e um bombeiro) e 254 feridos. A maioria das vítimas mortais (47) foram encontradas em estradas de Pedrógão Grande, sobretudo no troço da EN236-1, entre Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos. Morreram dentro dos carros ou a fugir das chamas. O fogo destruiu ainda mais de 500 casas.
15 de outubro de 2017 | Furacão 'Ophelia' enfureceu o inferno das chamas
Meses após o fatídico incêndio de Pedrógão Grande, outros fogos voltaram a assolar o território nacional. O dia 15 de outubro foi considerado o pior do ano. A violência das chamas acabaria por ser exacerbada pelos ventos do furacão ‘Ophelia’. Ao todo, estes incêndios - concentrados novamente na região Centro - queimaram 290 mil hectares de floresta e cerca de 1500 casas. As vítimas mortais ultrapassaram as cinco dezenas. 2017 ficou marcado como o ano mais trágico de sempre em matéria de incêndios. Morreram mais de 100 pessoas.
13 de janeiro de 2018 | O torneio de sueca que matou 11 pessoas
Vila Nova da Rainha. Mais de 60 pessoas estavam na associação cultural e recreativa local para participar num torneio de sueca, jantar e ver um jogo de futebol. Uma explosão numa salamandra a lenha provocou um incêndio, acabando por matar 11 pessoas e fazer quase 40 feridos. As vítimas morreram por asfixia ou esmagamento durante a fuga por uma porta lateral. O presidente da associação chegou a ser julgado pelo caso, tendo sido condenado a cinco anos de prisão, com pena suspensa, pelo crime de homicídio por negligência, pelo facto de o edifício não estar devidamente licenciado. Contudo, em março de 2025, foi absolvido pelo Tribunal da Relação. Consideraram os juízes que não ficou provado que a falta de licenças e de legalização de obras pudesse ter evitado o incêndio e as suas consequências. O processo terminou aqui.
19 de novembro de 2018 | Estrada cai em pedreira e abre precedente
Após um fim de semana chuvoso, parte da EN255, a principal via de ligação rodoviária entre Borba e Vila Viçosa, caiu para o interior de uma pedreira, após o aluimento de uma parede lateral com cerca de 100 metros, arrastando uma retroescavadora e dois carros. As operações de resgate só terminaram 12 dias depois, com a recuperação do corpo da quinta vítima mortal. O acidente abriu um precedente, com várias pedreiras a serem inspecionadas. O julgamento vai ser repetido a 7 de abril deste ano, após recurso do Ministério Público.
17 de abril de 2019 | Autocarro despista-se e cai em cima de casa
Um autocarro de turismo, que transportava 56 pessoas, caiu no Caniço, na Madeira. Vindo de uma estrada montanhosa, o veículo despistou-se numa curva, acabando por cair em cima de uma casa. Na sequência do acidente, 29 pessoas morreram - 17 mulheres e 12 homens, todos de nacionalidade alemã, entre 40 e 50 anos - e 27 ficaram feridas, incluindo o motorista. Após o acidente, foi aberto um processo na justiça. O motorista, único arguido, morreu em maio de 2023, sem que chegasse a ser proferida uma sentença sobre o caso.
2 de março de 2020 | Regressados a Portugal são os primeiros casos de Covid
Quase dois meses depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter confirmado a existência de um novo coronavírus, Portugal reportou os seus dois primeiros casos de Covid-19. Dois homens: um deles, médico de 60 anos, tinha estado de férias em Itália; o outro, 33 anos, regressara de Valência, onde estivera em trabalho. No espaço de dois anos, Portugal viria a confirmar mais de três milhões de casos, com mais de 21 mil mortes. A 10 de março de 2022, a Direção-Geral da Saúde deixou de publicar os relatórios diários.
22 de março de 2024 | Algarve enfrenta pior seca de sempre na região
O diagnóstico feito neste dia pela Agência Portuguesa do Ambiente, sobre a situação de seca no Algarve, não podia ser mais claro: “Estamos piores do que no passado, estamos na pior situação de sempre na região.” Com duas barragens algarvias a menos de 20% da sua capacidade, o Governo aprovou um conjunto de medidas de restrições ao consumo, nomeadamente a redução de 15% no setor urbano, incluindo o turismo, e de 25% na agricultura. A estas medidas somaram-se outras, como o combate às perdas nas redes de abastecimento.
3 de julho de 2025 | Morte de Diogo Jota teve impacto global
“É um rapaz de Portugal/ Melhor que o Figo, sabiam?/ O nome dele é Diogo.” Assim cantaram os adeptos em Anfield Road na homenagem ao ‘20’ do Liverpool. O internacional português morreu ao lado do seu irmão, André Silva, ao volante de um Lamborghini, ao quilómetro 65 da A52, perto da localidade espanhola de Palacios de Sanabria. O pneu rebentou, durante uma ultrapassagem, e o carro despistou-se, incendiando-se de seguida. A morte de Diogo Jota foi notícia em todo o Mundo. Um exemplo como pessoa, um jogador fantástico.
3 de setembro de 2025 | Desde 1963 que Lisboa não conhecia tragédia assim
O ascensor que há 140 anos conquistou o desnível de 260 metros da calçada da Glória, ligando os Restauradores ao Bairro Alto, afinal não conseguia parar no caso de avaria catastrófica do cabo que o fazia mover. E o impensável aconteceu. O cabo desprendeu-se da cabina, no início da descida, e a carruagem veio por ali abaixo. Descarrilou, tombou, bateu num prédio, ficou desfeita. Resultado: 16 mortos e 21 feridos. Uma tragédia que Lisboa não conhecia desde 1963, quando o telhado da estação do Cais do Sodré desabou, matando 49 pessoas.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.