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Área de estudo determina empregabilidade dos diplomados

Formados em Artes, Psicologia, Ciências Naturais, Matemática e Estatística e Humanidades e Línguas têm maior probabilidade de desemprego que os formados em Engenharia, revela estudo do EDULOG, da Fundação Belmiro de Azevedo.

03 de setembro de 2026 às 01:30

A área do curso superior é a variável que mais influencia a empregabilidade dos diplomados. Já ter frequentado uma universidade ou politécnico do ensino público ou do ensino privado, "não faz grande diferença" quando se chega ao mercado de trabalho. Estas são algumas das principais conclusões do relatório 'Resultados no Mercado de Trabalho dos Diplomados do Ensino Superior Português', divulgado esta quinta-feira pelo EDULOG, da Fundação Belmiro de Azevedo.

A área de estudo dos diplomados é o fator que mais diferencia os resultados no risco de desemprego, na qualidade do emprego, que se reflete nos salários, estabilidade e satisfação profissional e adequação entre a formação e o trabalho.

Segundo o EDULOG, os diplomados de Artes, Psicologia, Ciências Naturais, Matemática e Estatística, Humanidades e Línguas "apresentam uma probabilidade de desemprego pelo menos 10 pontos percentuais superior à dos diplomados de Engenharia, Indústrias Transformadoras e Construção". No que respeita aos fatores individuais, a média final do curso é a variável mais associada ao desemprego - estudantes com melhores médias finais têm menor probabilidade de desemprego.

Ao CM, Ricardo Biscaia, coordenador do estudo, explica que por cada valor a mais na média final, após um ano de conclusão do curso, o diplomado ganha mais 2,5% de salário, valor que sobe para 4% cinco anos após o fim do curso. "Os melhores estudantes tem melhores indicadores em todas as variáveis", refere o investigador e docente universitário. No entanto, ainda há diferenças entre homens e mulheres, com as diplomadas a ganharem menos do que os homens. e com mais desemprego.

Ricardo Biscaia explica que o estudo teve por base os dados do Eurograduate 2022, coordenado em Portugal pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência. "É importante que os decisores políticos usem estes resultados, que construam relatórios, para ajudar as famílias a escolherem melhor os cursos em função da empregabilidade, dos salários e de outros fatores", defende.

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