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Alemanha quer discutir participação dos EUA na segurança do estreito de Ormuz

Merz vai participar na sexta-feira numa videoconferência de chefes de Estado e de Governo, organizada em Paris.

16 de abril de 2026 às 21:40

O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou, esta quinta-feira, que pretende discutir a eventual participação dos Estados Unidos (EUA) numa missão internacional para garantir a segurança no estreito de Ormuz, afetado pela guerra no Médio Oriente.

Merz vai participar na sexta-feira numa videoconferência de chefes de Estado e de Governo, organizada em Paris e copresidida pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, e pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, para analisar a criação de uma missão "multilateral e puramente defensiva".

"A questão da participação das forças armadas dos Estados Unidos será discutida amanhã. Há bons argumentos a favor, mas vamos discutir isso em Paris", afirmou Merz numa conferência de imprensa em Berlim.

O chefe de Estado francês defende, no entanto, que a iniciativa deve avançar sem os Estados Unidos, privilegiando a participação de países não-beligerantes.

Segundo Berlim, o objetivo da missão será apoiar a reabertura do estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio energético mundial, após o fim das hostilidades.

Merz sublinhou que a participação alemã depende de condições prévias, incluindo um cessar-fogo, ainda que temporário, e um mandato internacional, preferencialmente das Nações Unidas, bem como da aprovação do Governo e do parlamento alemão.

"Ainda estamos muito longe disso", explicou Merz.

Uma fonte do Governo alemão informou que a eventual contribuição de Berlim poderá centrar-se em operações de desminagem ou reconhecimento marítimo de longo alcance.

O estreito de Ormuz tem estado condicionado desde o início do conflito envolvendo o Irão, que bloqueou a passagem marítima estratégica após o início da guerra desencadeada pelos Estados Unidos e por Israel, em 28 de fevereiro.

Apesar de um cessar-fogo frágil em vigor desde 08 de abril, a situação mantém-se volátil, com Washington a impor recentemente restrições ao tráfego marítimo ligado a portos iranianos.

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