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Escalada da violência entre Irão e Israel leva a restrições no espaço aéreo

Irão lançou este domingo vários ataques de mísseis contra Israel, em retaliação aos ataques do Estado israelita contra os subúrbios do sul de Beirute, conhecidos como Dahye.

07 de junho de 2026 às 22:37

A escalada do conflito entre o Irão e Israel levou este domingo vários países do Médio Oriente a fechar ou restringir o espaço aéreo, por precaução, enquanto a Jordânia denunciou a passagem de mísseis sobre o país.

A Jordânia denunciou a violação do seu espaço aéreo por "vários mísseis", depois de o Irão ter lançado vários ataques contra Israel em resposta ao ataque israelita contra os subúrbios do sul de Beirute, no Líbano.

"O espaço aéreo do Reino Hachemita da Jordânia foi violado esta noite por vários mísseis, no meio de uma nova escalada de tensões na região", escreveu o porta-voz do Governo, Mohamed al Momani, na sua conta na rede social X.

De acordo com Al Momani, as autoridades jordanas ativaram as sirenes e pediram aos residentes no país que sigam as instruções fornecidas.

Além disso, acrescentou que as Forças Armadas do país "estão a acompanhar de perto os acontecimentos regionais e a cumprir o seu dever" para "proteger a pátria e os seus bens".

Até ao momento, as autoridades da Jordânia não informaram sobre a queda de mísseis, nem sobre o impacto de qualquer projétil ou seus destroços no seu território.

"Reiteramos o nosso aviso contra qualquer tentativa de violar o espaço aéreo do reino por parte de qualquer fação e afirmamos que não será permitido que ninguém transforme a Jordânia num campo de batalha", declarou o porta-voz do Governo.

Entretanto, a Síria encerrou parcialmente o seu espaço aéreo, na sequência dos disparos do Irão contra Israel, enquanto o Iraque fechou temporariamente.

A autoridade de aviação civil iraquiana anunciou um encerramento de 72 horas, enquanto a autoridade síria optou por encerrar os seus "corredores aéreos do sul" durante 12 horas e suspender a atividade do aeroporto internacional de Damasco.

O Irão também encerrou no domingo à noite, até nova ordem, o seu espaço aéreo na parte ocidental do país.

Já no Qatar, o Sistema de Gestão de Informação Aeronáutica (AIM) publicou um aviso no qual anuncia rotas alternativas no seu espaço aéreo para voos com destino ao Kuwait, Arábia Saudita ou rotas de trânsito para os Emirados Árabes Unidos (EAU).

Até ao momento, não anunciou o encerramento nem restrições do espaço aéreo do Qatar, como já fez noutras ocasiões de grande tensão no espaço aéreo dos países do Golfo Pérsico, após o início da guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, no passado dia 28 de fevereiro.

Estas rotas alternativas temporárias devem ser utilizadas entre este domingo, 7 de junho, e o próximo dia 14.

O Irão lançou este domingo vários ataques de mísseis contra Israel, em retaliação aos ataques do Estado israelita contra os subúrbios do sul de Beirute, conhecidos como Dahye.

O Exército iraniano advertiu Israel de que, se responder aos ataques que levou a cabo contra o seu território ou voltar a bombardear o Líbano, "enfrentará uma resposta devastadora".

Este bombardeamento contra o Dahye é o primeiro desde que o Líbano e Israel acordaram, na quarta-feira, um cessar-fogo condicionado à cessação dos ataques e sem a presença do grupo xiita libanês Hezbollah, aliado iraniano que rejeitou a proposta e voltou a apelar às autoridades locais para que abandonassem as negociações.

Teerão exige que cessem os ataques contra o Líbano como parte do processo de negociações para alcançar um acordo que ponha fim à guerra iniciada em fevereiro e permita a reabertura do Estreito de Ormuz, uma via fundamental para o comércio mundial de petróleo e gás.

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