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EUA atacam ilha do petróleo

Exército dos EUA vai enviar tropas do corpo de fuzileiros para o estreito de Ormuz.

15 de março de 2026 às 01:30

A guerra no Médio Oriente entrou este fim de semana numa nova fase, com o ataque dos EUA à ilha iraniana de Kharg, também conhecida como a ilha do petróleo, a cerca de 25 quilómetros da costa do país dos aiatolas.

É aqui que se concentram as instalações responsáveis por cerca de 90% das exportações de petróleo iraniano, potenciadas pelo facto de a água que circunda a ilha permitir a atracação de grandes petroleiros, dada a sua profundidade. E foi este santuário petrolífero que as forças norte-americanas atacaram no sábado à noite, tendo sido ouvidas 15 explosões. Objetivo: danificar as defesas militares, a Base Naval de Joshan, a torre de controlo do aeroporto e o hangar de helicópteros da Continental Shelf Oil Company. As infraestruturas petrolíferas foram poupadas. “Optei por não destruir as infraestruturas petrolíferas da ilha. No entanto, se o Irão, ou qualquer outro país, fizer alguma coisa para impedir a passagem segura e livre de navios pelo estreito de Ormuz, reconsiderarei imediatamente a minha decisão”, disse Donald Trump.

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EUA divulgam imagens de ataques contra ilha iraniana de Kharg

VÍDEO: AP

Não é certo que a tomada da ilha faça parte dos planos das forças norte-americanas, mas é claro que a operação de sábado é o primeiro passo para garantir a segurança no estreito de Ormuz, por onde passa um quinto das exportações de petróleo mundiais e que os iranianos bloquearam no início do conflito, provocando uma crise energética à escala global e uma escalada no preço do crude. A caminho do golfo Pérsico estarão cerca 2500 fuzileiros norte-americanos e mais meios navais, que deverão chegar à região nos próximos dias, precisamente para permitir a reabertura do estreito.

A resposta do Irão não se fez esperar: os interesses dos EUA nos Emirados Árabes Unidos, incluindo portos, docas e instalações militares, são alvos legítimos, e pediu aos residentes para abandonarem estas áreas.

E TAMBÉM

Apelo a “conversações diretas”

O Presidente francês apelou ontem a Israel para aceitar “conversações diretas” com o Governo libanês mostrando-se disponível para “facilitar” o encontro em Paris. “Tudo deve ser feito para impedir que o Líbano mergulhe no caos. Israel deve renunciar a uma ofensiva de grande envergadura e cessar os seus ataques maciços”, declarou.

Donald Trump

O Presidente dos EUA diz que muitos países vão enviar navios de guerra para proteger e manter o estreito de Ormuz aberto, mas não adiantou quais.

Navios-tanque

A Índia garantiu a passagem de dois navios-tanque de gás de petróleo liquefeito (GPL) pelo estreito de Ormuz, no meio de uma crise de abastecimento deste combustível, amplamente utilizado tanto em residências como no setor dos serviços.

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