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EUA desmentem Teerão e afirmam que nenhum navio colidiu com minas em Ormuz

CENTCOM classificou como falso o relatório da Guarda Revolucionária Iraniana, que afirmou que um superpetroleiro sofreu um incêndio após colidir com duas minas navais no estreito de Ormuz.

31 de agosto de 2026 às 16:29

Os Estados Unidos afirmaram esta segunda-feira que "nenhum navio" colidiu com minas no estreito de Ormuz, contrariamente ao anunciado esta segunda-feira pelo Irão, e acusou a República Islâmica de intimidar os navios comerciais.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), com sede na Flórida, classificou como falso o relatório da Guarda Revolucionária Iraniana, que afirmou que um superpetroleiro sofreu um incêndio após colidir com duas minas navais no estreito de Ormuz.

"Nenhum navio colidiu com minas no estreito de Ormuz. Esta é mais uma tentativa do CGRI [Guarda Revolucionária do Irão] de intimidar o transporte marítimo comercial na região através da desinformação", assinalou o Centcom na rede social X.

As Forças Armadas norte-americanas desmentiram um comunicado do corpo militar iraniano que, horas antes, afirmava que "um superpetroleiro que infringia as normas e que tentava atravessar a rota ilegal a sul do estreito de Ormuz colidiu com duas minas navais", sofrendo "um incêndio de grande magnitude" e que o levou a ficar "completamente imobilizado".

Os Estados Unidos anunciaram na semana passada que tinham desminado o estreito de Ormuz, mas o Irão negou essa informação e advertiu para que ninguém atravessasse a passagem marítima sem a sua autorização.

Após semanas sem agressões militares, os Estados Unidos atacaram esta madrugada, na ilha iraniana de Larak, duas plataformas destinadas ao lançamento de foguetes carregados com minas marítimas que Teerão se preparava para lançar no estreito de Ormuz, segundo o Centcom.

O Irão, que registou pelo menos dois mortos devido a essa ofensiva, respondeu com ataques contra bases norte-americanas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos.

Entretanto, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que Washington vai responder a estes ataques.

"Haverá uma resposta" e "vamos atacá-los com força", assegurou esta segunda-feiraTrump em declarações à estação televisiva Fox News.

O novo confronto militar surge numa altura em que os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra entre Washington e Teerão permanecem num impasse, apesar das recentes iniciativas de mediação do Paquistão.

O Irão fechou o estreito de Ormuz em meados de julho, na sequência de novos bombardeamentos norte-americanos contra o sul do território iraniano, pelo que os Estados Unidos restabeleceram um cerco aos navios e portos iranianos, o que está a prejudicar a economia da República Islâmica.

Os Estados Unidos abriram uma rota no sul do estreito, perto da costa de Omã, através da qual procuram restabelecer o tráfego marítimo de petróleo, e lançaram uma "guerra económica" para isolar financeiramente o Irão numa guerra que acaba de completar seis meses.

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