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EUA impõem sanções a refinaria chinesa e 40 armadores devido a petróleo iraniano

Medida cumpre a ameaça do executivo do Presidente norte-americano, Donald Trump, de impor sanções secundárias a empresas e países que fazem negócios com o Irão.

24 de abril de 2026 às 21:19

O Governo Trump anunciou esta sexta-feira a imposição de sanções económicas a uma grande refinaria de petróleo na China e a cerca de 40 armadores e petroleiros envolvidos em transações de petróleo iraniano.

A medida cumpre a ameaça do executivo do Presidente norte-americano, Donald Trump, de impor sanções secundárias a empresas e países que fazem negócios com o Irão.

Faz também parte da campanha intensificada do Governo republicano para cortar a principal fonte de receitas do Irão: as suas exportações de petróleo.

Simultaneamente, os Estados Unidos impuseram este mês um bloqueio físico no estreito de Ormuz, a via navegável do golfo Pérsico que é fundamental para o fornecimento global de energia fóssil.

Estas sanções surgem apenas algumas semanas antes do encontro agendado de Trump com o homólogo chinês, Xi Jinping, na China.

Entre os sancionados agora anunciados, está a unidade da Hengli Petrochemical na cidade portuária de Dalian, com uma capacidade de processamento de cerca de 400 mil barris de crude por dia, o que a torna uma das maiores refinarias independentes da China.

O Departamento do Tesouro afirmou que a Hengli recebe carregamentos de crude iraniano desde 2023 e gerou centenas de milhões de dólares em receitas para as Forças Armadas iranianas.

O grupo de defesa United Against Nuclear Iran afirmou em fevereiro de 2025 que a Hengli era uma das dezenas de compradores chineses de petróleo iraniano.

A China é o maior comprador de petróleo ao Irão, importando 80% a 90% do petróleo iraniano antes do início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica, embora o crude --- transportado por uma frota clandestina de navios --- tenha muitas vezes a origem ocultada, chegando à China como petróleo proveniente de países como a Malásia.

As refinarias mais pequenas são habitualmente as compradoras de petróleo iraniano.

O Irão já afirmou anteriormente que as suas exigências para o fim da guerra incluem o levantamento das sanções, mas o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o seu departamento "continuará a restringir a rede de navios, intermediários e compradores dos quais o Irão depende para transportar o seu petróleo para os mercados internacionais".

No início deste mês, o departamento do Tesouro norte-americano enviou uma carta a instituições financeiras da China, Hong Kong, Emirados Árabes Unidos e Omã, ameaçando impor sanções secundárias por negociarem com o Irão e acusando estes países de permitirem que as atividades ilegais iranianas se efetuem através das suas instituições financeiras.

Numa conferência de imprensa a 15 de abril, Bessent referiu que o Governo comunicou aos países compradores de petróleo iraniano que corriam o risco de sanções dos Estados Unidos.

"Se estão a comprar petróleo iraniano, se o dinheiro iraniano está depositado nos vossos bancos, estamos agora dispostos a aplicar sanções secundárias, o que é uma medida muito severa", disse então Scott Bessent.

As sanções surgem numa altura de turbulência no comércio global de energia, com a guerra no golfo Pérsico a interromper os carregamentos de petróleo e gás natural, desencadeando um aumento dos preços.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos tentou atenuar o impacto da subida dos preços do petróleo com a concessão de isenções temporárias de sanções ao petróleo russo e uma isenção única ao petróleo iraniano já embarcado em transportes marítimos.

A agência de notícias norte-americana The Associated Press (AP) tentou contactar as autoridades chinesas para obter um comentário sobre estas sanções, mas não foi, até agora, bem-sucedida.

A China discordou das anteriores sanções norte-americanas, mas as suas principais empresas e bancos continuam a cumpri-las, porque estão mais expostos ao sistema financeiro dominado pelos Estados Unidos do que outros países sancionados, como a Rússia.

Depois de Washington ter sancionado, no início deste mês, uma refinaria chinesa acusada de comprar petróleo iraniano, o porta-voz da embaixada da China na capital federal norte-americana, Liu Pengyu, disse que o uso das sanções "mina a ordem e as normas do comércio internacional, perturba o ritmo normal das transações económicas e comerciais e infringe os direitos e interesses legítimos das empresas e indivíduos chineses".

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