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EUA prolongam isenção de sanções que permite venda de petróleo russo

Bessent tinha declarado no início da semana passada que a isenção não seria prolongada.

23 de abril de 2026 às 00:00

O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, confirmou esta quarta-feira que prorrogou a isenção de sanções que permite a venda de petróleo russo, dias após ter anunciado o seu fim.

Bessent tinha declarado no início da semana passada que a isenção não seria prolongada, mas a pedido de mais de 10 países durante as reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, em Washington, o Tesouro inverteu a sua posição, autorizando a continuação da venda de petróleo russo.

A suspensão das sanções, decretadas após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, foi anunciada no início do conflito do Irão, como forma de travar a escalada dos preços do petróleo, através do aumento da sua oferta.

Em comparência esta quarta-feira no Senado, o secretário do Tesouro abordou também a questão do aumento dos preços da gasolina decorrente do conflito no Irão desde 28 de fevereiro, que se aproxima do seu segundo mês.

Bessent afirmou que, assim que a guerra terminar, os preços da gasolina poderão ser "mais baixos" do que antes do início do conflito.

Com um cessar-fogo por tempo indeterminado a vigorar no Médio Oriente, aguarda-se o retomar das negociações de um acordo de paz, que poderão ocorrer esta semana no Paquistão.

Também no Senado, Bessent afirmou que os Estados Unidos poderão prestar assistência financeira aos Emirados Árabes Unidos (EAU) sob a forma de um acordo 'swap' cambial, dado que a guerra prejudicou as economias dos países que dependem do Estreito de Ormuz para o transporte de petróleo e gás, sua principal fonte de divisas.

O secretário do Tesouro observou que os EAU e outros países do Golfo e da Ásia consultaram Washington sobre a possibilidade de um tal acordo, que, argumentou, evitaria a venda desordenada de ativos norte-americanos, uma vez que estes países procuram garantir o seu acesso a dólares.

"A linha 'swap' beneficiaria tanto os EAU como os Estados Unidos", disse Bessent.

Uma linha de 'swap' de dólares norte-americanos seria essencialmente um acordo de câmbio entre a Reserva Federal e um banco central estrangeiro, em que a Reserva Federal estabelece um acordo permanente com outro banco central para trocar divisas à taxa de câmbio em vigor.

O banco central estrangeiro pode aceder a esta linha sempre que necessitar de dólares.

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