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Governo iemenita ordena encerramento dos aeroportos "até nova ordem"

Medida foi tomada após um avião iraniano ter aterrado numa cidade do mar Vermelho controlada pelos rebeldes xiitas huthis, apoiados pelo Irão, na sequência dos bombardeamentos contra o aeroporto de Sana.

13 de julho de 2026 às 19:29

O Governo internacionalmente reconhecido do Iémen, que tem o apoio da Arábia Saudita, anunciou esta segunda-feira o encerramento, até nova ordem, de todos os aeroportos do país.

A medida foi tomada após um avião iraniano ter aterrado numa cidade do mar Vermelho controlada pelos rebeldes xiitas huthis, apoiados pelo Irão, na sequência dos bombardeamentos contra o aeroporto de Sana.

"A Autoridade Geral da Aviação Civil e Meteorologia informa todas as companhias aéreas e organizações internacionais que operam voos de e para aeroportos da República do Iémen de que todos os aeroportos da República do Iémen ficam encerrados ao tráfego aéreo até nova ordem, com efeitos imediatos", referiu a circular divulgada pela autoridade.

A medida abrange também os aeroportos controlados pelos huthis, como os de Sana e Hodeida, onde aterrou o avião iraniano que transportava uma delegação das autoridades insurgentes iemenitas, depois de o Exército do Governo internacionalmente reconhecido ter bombardeado a pista do aeroporto da capital.

Segundo o Ministério da Defesa iemenita, a pista do aeroporto de Sana foi atacada "para impedir a aterragem de um avião iraniano em território iemenita".

Após os bombardeamentos, o ministro dos Transportes das autoridades huthis, Mohamed Ayash Quhaim, afirmou, a partir das instalações atingidas, que "o aeroporto de Sana estará operacional dentro de dois dias".

O responsável indicou ainda que os rebeldes prepararam três aeroportos sob o seu controlo -- Sana, Hodeida e Saada -- para a aterragem do avião iraniano da companhia Mahan Air, que transportava uma delegação huthi proveniente de Teerão.

Esta escalada ocorre num contexto de crescente disputa em torno das ligações aéreas diretas entre Teerão e Sana.

Na semana passada, o Irão realizou um voo civil para Sana para transportar uma delegação huthi até Teerão, onde participou nas cerimónias fúnebres do antigo líder supremo iraniano Ali Khamenei. E era precisamente esse avião da Mahan Air que regressava esta segunda-feira de Teerão para Sana.

Os huthis, que controlam Sana e grande parte do noroeste do Iémen, têm defendido repetidamente que o funcionamento sem restrições do aeroporto da capital constitui um direito soberano, enquanto o Governo reconhecido internacionalmente e a coligação que o apoia sustentam que os voos internacionais devem ser coordenados através do executivo legítimo e cumprir os acordos de segurança.

Esta segunda-feira de manhã, em Aden, o Governo do Iémen internacionalmente reconhecido e apoiado pela Arábia Saudita anunciou ter atacado o aeroporto de Sana para impedir a aterragem do avião proveniente do Irão.

O porta-voz militar dos huthis, Yahya Saree, tinha anteriormente atribuído o ataque à Arábia Saudita, afirmando que o aeroporto da capital iemenita fora alvo de "ataques aéreos sauditas".

"Esta agressão não ficará sem resposta nem impune", ameaçou Saree, sem adiantar informações sobre eventuais vítimas ou danos provocados pelos bombardeamentos.

Os huthis controlam Sana e grande parte do norte do Iémen, enquanto o Governo internacionalmente reconhecido está instalado sobretudo no sul do país.

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