Encontro durou quase seis horas.
Pete Hegseth, secretário da Defesa dos Estados Unidos, foi confrontado por democratas, esta quarta-feira, sobre o financiamento e as despesas da guerra com o Irão. A sessão aconteceu à margem da primeira aparição do governante no Congresso desde o início do conflito no Médio Oriente e durou quase seis horas.
Numa troca acesa de palavras, os democratas acusaram Hegseth de enganar os americanos sobre os motivos do conflito e reiteraram que o aumento dos preços da gasolina, agora, ameaça o bolso de milhões de pessoas nos EUA.
“Secretário Hegseth, o senhor tem mentido para o público americano sobre esta guerra desde o primeiro dia, assim como o presidente”, disse o deputado John Garamendi, da Califórnia, citado pela Associeted Press, que chamou a guerra de “uma calamidade geopolítica”, um “erro estratégico” e um “ferimento autoinfligido à América”.
Em cima da mesa esteve ainda a demissão do general Randy George, o oficial da mais alta patente do exército dos EUA, ao qual Hegseth rapidamente respondeu: “Precisávamos de uma nova liderança”.
Ainda durante este mês, recorde-se, o Pentágono anunciou que o Secretário da Marinha, John Phelan, deixaria o cargo . Anteriormente, Hegseth havia exonerado a Almirante Lisa Franchetti, a mais alta oficial uniformizada da Marinha, e o General Jim Slife, o segundo em comando da Força Aérea, enquanto Trump demitiu o General Charles “CQ” Brown Jr. da presidência do Estado-Maior Conjunto.
Hegseth defendeu-se, afirmando que as mudanças fazem parte da construção de uma “cultura guerreira” no Pentágono.
Durante a longa audiência, Hegseth detalhou planos para aumentar o salário dos militares e modernizar as munições, além de anunciar que, a partir de terça-feira, o Pentágono havia autorizado 400 milhões de dólares (cerca de 340 milhões de euros) em ajuda militar para a Ucrânia.
Até ao momento, a guerra já custou aos bolsos dos americanos 25 mil milhões de dólares (cerca de 22 mil milhões de euros), de acordo com números do Pentágono apresentados ao Comité de Serviços Armados da Câmara, sem que fossem aprovados pelo Congresso.
Enquanto os republicanos se concentram nos detalhes do orçamento militar e manifestavam apoio à operação, os democratas voltam as atenções para o aumento dos custos com a guerra. Durante o encontro, alguns parlamentares também questionaram a atuação do presidente Donald Trump junto dos aliados e consideraram que algumas das justificações para a continuação do conflito são contraditórias.
Hegseth rejeitou as críticas como políticas e repreendeu os legisladores que o pressionaram por respostas: “O maior desafio, o maior adversário que enfrentamos neste momento são as palavras imprudentes, irresponsáveis e derrotistas dos democratas no Congresso e de alguns republicanos”, avançou a mesma fonte.
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