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Irão ameaça com "resposta contundente" após ataque aos seus petroleiros

Teerão pôs também este sábado em causa a seriedade da diplomacia americana nas negociações para encontrar uma saída para o conflito no Médio Oriente.

10 de maio de 2026 às 00:44

O Irão ameaçou este sábado atacar interesses norte-americanos na região caso a marinha mercante iraniana fosse atacada, na sequência dos ataques contra dois dos seus petroleiros, enquanto os Estados Unidos continuam à espera da resposta de Teerão às últimas propostas.

"Qualquer ataque contra petroleiros e navios comerciais iranianos implicará uma resposta contundente contra um dos centros americanos na região, bem como contra os navios inimigos", alertaram os Guardas da Revolução, o exército ideológico de Teerão.

"Mísseis e drones estão apontados para o inimigo e aguardamos a ordem de disparo", acrescentou o comandante da marinha dos Guardas, o general Majid Mousavi, segundo declarações relatadas pela agência de notícias Isna e pela televisão nacional Irib.

Um mês após o cessar-fogo na guerra entre o Irão e os aliados israelo-americanos, estas ameaças surgem também na sequência de ataques dos Estados Unidos contra dois petroleiros iranianos no Golfo de Omã.

O exército norte-americano, que impõe desde 13 de abril um bloqueio aos portos iranianos, anunciou ter "neutralizado" por via aérea os dois navios na entrada do estreito de Ormuz, por onde transita normalmente um quinto do petróleo consumido no mundo.

Uma fonte militar iraniana indicou que Teerão tinha retaliado, e a República Islâmica denunciou à ONU uma "violação flagrante" do cessar-fogo.

Embora, segundo o exército, os navios não transportassem carga, as imagens divulgadas pelo comando militar americano para a região (Centcom) mostram densas colunas de fumo a sair das cabines de comando.

O Irão bloqueia o estreito de Ormuz desde o início da ofensiva israelo-americana, a 28 de fevereiro, perturbando fortemente a economia mundial, e criando uma crise energética que tarda em ter um fim.

Os confrontos navais entre Washington e Teerão multiplicaram-se desde o início do mês, enquanto as negociações parecem estar num impasse, à espera de uma resposta iraniana às propostas americanas.

O Irão pôs também este sábado em causa a seriedade da diplomacia americana nas negociações para encontrar uma saída para o conflito no Médio Oriente, que causou milhares de mortos, principalmente no Irão e no Líbano.

Os recentes confrontos entre Teerão e Washington fizeram disparar os preços do petróleo: o barril de Brent do Mar do Norte terminou a semana, mais uma vez, acima dos 100 dólares.

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